A importância do pré-natal para a mãe e o bebê

02/04/2018 - 15h06

Um bom pré-natal inicia com uma boa consulta pré-concepcional, que é aquela realizada antes mesmo de engravidar. A mulher pode tirar suas dúvidas e o profissional que a atende, verifica se tem alguma doença prévia ou algum problema que possa interferir na gestação, e em tempo corrigir e garantir que a gravidez ocorra com tranquilidade.

O objetivo do acompanhamento pré-natal, segundo o Ministério da Saúde, é assegurar o desenvolvimento da gestação permitindo o parto de um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas.

O Ministério da Saúde recomenda o mínimo de 6 consultas de pré-natal na gestação. Nas consultas, serão realizadas orientações sobre a alteração que irá ocorrer no corpo, vacinas, alimentação, estilo de vida, tipos de parto, cuidados futuros com o recém-nascido, além de verificação de sinais vitais da mulher e batimentos cardíacos do bebê, solicitação e interpretação de exames, como ultrassonografia e os laboratoriais.

No período de 1990 a 2007, conforme o Ministério da Saúde, houve redução em todas as principais causas de morte materna. Os óbitos maternos por hipertensão foram reduzidos em 62,8%; por hemorragia, 58,4%; por infecções puerperais, 46,8%; por aborto, 79,5%; e por doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, pelo parto e pelo puerpério, 50,7%. Ou seja, assistência de pré-natal adequada, aliada a identificação precoce das situações de risco e uma referência hospitalar eficiente são necessárias para reduzir óbitos maternos e neonatais.

É de grande importância que as mulheres busquem entender o processo fisiológico da gravidez e de puerpério (chamado o período depois que nasce o bebê), para se livrarem de crenças e mitos, e para garantirem o seu empoderamento em relação ao seu corpo e ao parto que desejarem. É no pré-natal que a mulher deve ser melhor orientada, através da saúde preventiva, para que possa viver o parto de forma positiva e feliz, ter menos riscos de complicações no puerpério e mais sucesso na amamentação.

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  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Aline F. Lazari e Carla D. Reichert - Enfermeiras do Centro Obstétrico do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso



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