Chega a R$ 6 milhões prejuízos da Terra Viva com greve dos caminhoneiros

Complexo industrial da Cooperoeste em São Miguel do Oeste

Complexo industrial da Cooperoeste em São Miguel do Oeste

05/06/2018 - 05h36

A Cooperoeste/Terra Viva acumulou um prejuízo de cerca de R$ 6 milhões com a suspensão da coleta do leite durante a greve dos caminhoneiros. Os números foram divulgados pelo presidente da laticínios de São Miguel do Oeste (SC), Sebastião Vilanova. O dirigente relata que a paralisação acabou afetando toda a cadeia produtiva do leite, pois além do produto que deixou de ser recolhido nas propriedades, as empresas ficaram sem matéria prima para a industrialização.

Segundo estimativa de Vilanova, a Cooperoeste deve levar cerca de seis meses para se recuperar dos prejuízos decorrentes do movimento grevista. Entende que o quadro que já era de dificuldade, agravou-se mais ainda, na medida em que provocou novo revés especialmente aos pequenos produtores, que tem na atividade sua principal fonte de renda. Ele lembra que o ano de 2017 foi complicado para o setor que, nos últimos seis meses, dava sinais de recuperação.

O presidente da cooperativa sustenta que o leite ainda é uma atividade muito importante para os pequenos agricultores, mas admite que ela já não é mais o “ouro branco” do Extremo Oeste catarinense como chegou a ser chamado há cerca de 10 anos. Por isso Vilanova diz que é preciso buscar novas alternativas para que o setor volte a ter a força econômica de outros tempos.


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  • Jornal Regional



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