Comprometimento e atenção podem evitar acidentes de trabalho

15/03/2018 - 15h19

A segurança do trabalho surgiu a partir da necessidade de se reduzir os altos custos, financeiros e humanos, causados por acidentes. Os primeiros passos para um ambiente de trabalho mais seguro foram dados pela chamada "Era da Engenharia", que forneceu tecnologia para projetar máquinas e equipamentos menos perigosos. Em seguida, as empresas voltaram sua atenção para o desenvolvimento de procedimentos e regras de controle. Após, veio a implantação de equipamentos de segurança (individual e coletivo), que acrescentaram uma camada a mais de proteção aos trabalhadores e são considerados a última opção para o controle de risco.

No entanto, em meados dos anos 1970, a principal causa dos acidentes passou a não estar mais relacionada à falha de equipamentos, mas sim, problemas relacionados ao comportamento humano (ato inseguro). De acordo com pesquisas, cerca de 80% a 90% dos acidentes de trabalho ocorrem por conta de atos inseguros.

Um fato muito preocupante é que pessoas cometem atos inseguros de forma inconsciente, em decorrência a isto a tendência da segurança do trabalho para os próximos anos é focada ao comportamento, e este trabalho não deve ficar restrito somente a um ou outro indivíduo. Para construir uma gestão de segurança mais rica e sustentável é necessário que todos os profissionais da empresa participem das ações, dos treinamentos de forma eficiente.                              

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) durante apresentação dos números atualizados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho de 2017, de 2012 até 2017, cerca de 15 mil trabalhadores brasileiros perderam a vida devido a acidentes de trabalho.

Conforme estimativas globais da Organização Internacional do Trabalho, acidentes e doenças de trabalho implicam em perda anual de cerca de 4% do Produto Interno Bruto, o que, no caso do Brasil, equivaleria, em números de 2017, a R$ 264 bilhões.

O número de Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas em 2017 no país, foi de 574.053, sendo que no ranking geral, os estados que lideram são de São Paulo (37%) e de Minas Gerais (10%), e os gastos com afastamentos previdenciários são maiores em São Paulo (23,34%) e em Santa Catarina (10,11%).

Os profissionais que atuam no atendimento hospitalar são os que mais sofrem acidentes (10% dos casos), em especial aqueles que trabalham na enfermagem e na limpeza. As principais ocupações atingidas são: Técnico de Enfermagem (sendo este quase 80% dos acidentes ocorridos), auxiliar de Limpeza e colaboradores do setor de Manutenção. 

Um estudo feito pela União Europeia apontou que a taxa de acidentes de trabalho na área de saúde é 34% maior do que em outros setores. O dado foi apresentado durante o seminário "Saúde na Saúde", realizado no mês de fevereiro de 2018, na Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT), em Brasília.

O núcleo de vigilância epidemiológica do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, notificou no Sistema de Informação de Agravos de Notificações (SINAN) no ano de 2017, 535 acidentes de trabalho grave e 1.199 acidentes de trabalho leve ocorridos em toda a Região do Extremo Oeste.

Evolução do caso:

Incapacidade temporária: 88%

Incapacidade parcial permanente: 10%

Incapacidade total permanente: 1%

Óbito pelo acidente: 1%

Faixas etárias mais acometidas:

Faixa etária 30 e mais: 78%

Faixa etária 20 – 29: 17%

Sexo:

Sexo masculino: 80%

Sexo feminino: 20%

Por isso, o trabalho realizado com atenção, cuidado, foco e segurança, faz toda diferença quando se trata em manter a saúde e o bem-estar pessoal e coletivo.

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  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • André Zanella Back – Supervisor de Segurança do Trabalho do HRTGB, e Natacha Cristina Melz Zappani – Enfermeira do SCIH/NVEH do HRTGB



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