Criança haitiana morre em creche de São Miguel

Secretária de Educação, Ilione Pedrozo, está acompanhando a família

Secretária de Educação, Ilione Pedrozo, está acompanhando a família

19/07/2016 - 19h54

Uma criança de apenas sete meses de idade morreu na tarde desta terça-feira (19), depois de sofrer um tipo de mal súbito em uma creche de São Miguel do Oeste. O bebê era filho de um casal de haitianos que mora e trabalha na cidade. Ainda não há confirmação sobre as causas da morte. O caso foi registrado na creche Criança Cidadã, no bairro Santa Rita. Neste momento, o corpo está no IML (Instituto Médico Legal). Depois da liberação, deve ser velado na Igreja Evangélica próxima ao posto Santo Anjo, e sepultado no cemitério do bairro Santa Rita.


A secretária municipal de Educação, Ilione Pedrozo, acompanha a família desde a entrada no Hospital Regional, onde, segundo informações preliminares, a criança já teria chegado sem vida. A mãe do bebê passou mal e teve que ser medicada. O pai, acompanhado de seu patrão e da própria secretária de Educação, registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de São Miguel do Oeste. As autoridades policiais dizem que é cedo para dar qualquer informação ou emitir juízo sobre o assunto.


De acordo com Ilione Pedrozo, a criança já não estaria bem ontem (18). Ela foi levada ao posto de saúde na tarde desta segunda-feira (18) para consultar, e foi medicada. Hoje pela manhã, ela chegou na creche muito sonolenta, e a professora não conseguia acordá-la. A direção da escola ligou para o pai, e ele foi à creche por volta das 10h. Mas quando chegou, a criança estava acordada, e ele, explicando que precisava trabalhar, assim como a mãe, resolveu deixar o bebê no local.


À tarde, a criança continuava muito sonolenta, e a diretora ligou para o médico que havia lhe atendido no dia anterior. Ele teria dito que a sonolência poderia ser um efeito colateral da própria medicação. Entretanto, por volta da meia tarde, a criança teve um mal súbito. A direção da creche acionou os Bombeiros e o SAMU, mas ela já chegou ao Hospital Regional sem vida, relata a secretária de Educação.


Ilione disse que a Educação está fazendo tudo o que está ao seu alcance neste momento. “Estamos acompanhando tudo de perto desde o início. Fizemos todo o atendimento no local. Estivemos no hospital e até instruímos a família a registrar Boletim de Ocorrência, para que este caso seja elucidado. Como educadora, e também como mãe, fico muito abalada com tudo isso. É uma coisa que ninguém deseja passar”, finalizou.


  • por
  • Jornal Regional



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