Depressão e outras doenças psicológicas: o sofrimento em ascensão

01/02/2018 - 14h22

O número de pessoas que apresentam alguma forma de adoecimento psíquico tem crescido consideravelmente nos últimos anos. É cada vez mais comum nos depararmos com diagnósticos de psicopatologias como depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, personalidade bipolar, esquizofrenia, entre tantos outros. Todas essas doenças psicológicas têm algo em comum: a manifestação de um sofrimento psicológico profundo e que necessita de tratamento psicoterapêutico o mais rápido possível.

Toda forma de adoecimento mental é urgente e demanda tratamento psicológico. Em casos mais graves, torna-se necessário associar o acompanhamento psicológico ao psiquiátrico e medicamentoso.

A depressão é o transtorno psicológico mais recorrente, estima-se que 5,8% da população brasileira sofre com esta forma de adoecimento e, no mundo, mais de 300 milhões de pessoas. A doença atinge pessoas de todas as idades e estilos de vida, contribuindo com o desenvolvimento de outros problemas de saúde, se tornando uma questão de saúde pública. Além disso, a depressão, quando não recebe um tratamento adequado, pode levar ao suicídio, cujo aumento dos casos nos últimos 45 anos é de 60%. A região Sul do Brasil, apresenta índices superiores aos da média nacional: são 11 mortes por suicídio para cada 100 mil habitantes.

É possível observar o processo de adoecimento psíquico através da expressão de emoções e dos comportamentos de uma pessoa. Sintomas como baixa vitalidade para executar tarefas simples, desinteresse por atividades que antes lhe proporcionavam prazer, isolamento social, apatia, vontade de chorar constante, dificuldade para se concentrar, sentimento de inutilidade, pensamentos negativos, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono, fadiga, alterações do apetite, uso de álcool ou outras substâncias, e principalmente a ideação suicida, são fatores que, se identificados, não podem ser ignorados. Aspectos sociais como desemprego ou aposentadoria, vínculos familiares fragilizados, histórico de abuso sexual ou violência física, também podem ser fatores de risco para o desenvolvimento da depressão e do suicídio.

Apesar da gravidade da doença, a mesma pode ser superada, e o primeiro passo para isso é conversar, falar sobre as emoções ou, se observamos sinais em outra pessoa, oferecer ajuda e apoio. O segundo passo é procurar atendimento em um serviço de Saúde, que poderá acolher a pessoa em sofrimento e encaminhá-la para tratamento especializado.

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  • por
  • Kia Chavious
  • FONTE
  • Daniela Filipini - Psicóloga Clínica do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso - CRP 12/15522



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