Dificuldades alimentares: como lidar com a Disfagia
Engasgos frequentes, tosses e dor ao engolir são sinais que inspiram cuidados.

15/05/2018 - 12h33

Envelhecer com saúde é o desejo da maioria das pessoas e, graças aos avanços da medicina e da ciência, isso já é uma realidade. Segundo dados do IBGE, estamos vivendo mais: somente no Brasil, estima-se que a população idosa triplique até 2050.

Com o passar dos anos, o corpo vai dando sinais próprios do envelhecimento: enfraquecimento da visão e audição, movimentos mais lentos, e dificuldades na hora de se alimentar são consequências comuns do avanço da idade. Sinais que muitas vezes passam despercebidos na hora da alimentação podem representar muito mais do que incômodos banais. Engasgos frequentes durante a refeição, pigarros, tosse, dificuldade de mastigação, lentidão na hora de engolir, sensação de alimento parado na garganta, recusa do alimento e falta de apetite podem ser sinais de disfagia.

O que é disfagia?

Disfagia é a dificuldade de engolir alimentos sólidos ou líquidos. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, desde o bebê até idoso, porém, é mais comum na população envelhecida ou em pessoas com condições neurológicas, como AVC, doença de Alzheimer ou doença de Parkinson. A disfagia pode levar a complicações que comprometem seriamente a saúde como: desnutrição, desidratação e infecções respiratórias graves (pneumonias).

Tratamento

O tratamento da disfagia depende muito das suas causas, por isso, mesmo diante dos sinais mais brandos, é fundamental recorrer à um profissional especializado para investigar a origem do problema. Normalmente, esse processo envolve uma equipe multidisciplinar (Médico, Fonoaudiólogo e Nutricionista) que, em conjunto, indicarão a forma mais adequada de reverter o problema ou amenizar os transtornos e prover mais qualidade de vida quando a situação for permanente.

Dicas

A alimentação deve ser feita sem pressa, os alimentos devem ser bem mastigados e engolidos vagarosamente. Mesmo com a dificuldade, o idoso não deve se isolar. A alimentação deve ser uma hora prazerosa, de interação com familiares e amigos.

A postura durante a refeição é fundamental para o conforto e segurança: o idoso deve permanecer sentado ou reclinado afim de reduzir a chance de engasgo. Os cuidados com a saúde e higiene bucal são indispensáveis, próteses mal adaptadas e problemas de dentição podem agravar o problema.

Alimentos pastosos e bebidas espessas reduzem a chances de engasgo, deve-se adequar a consistência da dieta de acordo com a aceitação do paciente e orientação de um profissional da saúde. Ao notar perda do apetite e perda excessiva de peso, engasgos, tosses durante ou logo após alimentação, pigarros, pouca aceitação do alimento, procure imediatamente um médico.

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  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Bruna Cecin Grzebieluchas Ghissi, fonoaudióloga do HRTGB - CRFª 9231/SC



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