Dive reforça a importância da vacinação de adolescentes contra o HPV e a meningite

16/03/2018 - 20h54

Com o slogan "Não perca a nova temporada de vacinação contra a meningite C e o HPV", o Ministério da Saúde (MS) lançou na última terça-feira, 13, a Campanha de Mobilização e Comunicação para a Vacinação de Adolescentes contra HPV (Papiloma Vírus Humano) e meningite. A campanha tem o objetivo de alertar as pessoas sobre a necessidade da vacinação, além de esclarecer sobre mitos e boatos fornecendo informações baseadas em estudos científicos.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) alerta pais e responsáveis para a vacinação contra o HPV em meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, além da dose para a meningite C, em jovens de 11 a 14 anos.

Em Santa Catarina, 46.910 meninas completarão nove anos de idade em 2018 e, por isso, farão parte do público-alvo de vacinação contra o HPV. Desde a implantação da vacina no país, em 2014, 250.338 (80,5%) já receberam pelo menos uma dose. Porém, 113 mil ainda precisam se vacinar.

Em relação aos meninos houve, em 2018, a inclusão de duas faixas etárias (11 e 14 anos de idade), por isso 110.982 meninos passam a fazer parte do público-alvo. Em 2017, 60.073 (54,3%) meninos receberam alguma dose da vacina, mas outros 50.559 na faixa etária entre 11 a 14 anos ainda precisam procurar uma unidade de saúde para se vacinar.

Sobre a meningite, em 2017, 107.025 adolescentes tomaram a vacina contra a doença, com cobertura de 49,5% no Estado. Em 2018, o MS ampliou a faixa etária da vacina contra a meningite C para adolescentes de 11 e 14 anos de idade. Em SC, 322.345 adolescentes deverão receber a dose.

As vacinas HPV e meningocócica C para adolescentes já fazem parte do calendário de rotinas disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde, respectivamente, 2014 e 2017. A vacinação é oferecida gratuitamente nas 1,2 mil salas de vacina da rede pública de saúde. "Nosso objetivo é estimular a vacinação contra o HPV e a meningite C em meninos e meninas de todo o Estado. Os municípios também devem buscar parcerias locais com as escolas para, por exemplo, ampliar a cobertura vacinal, já que adolescentes configuram um público-alvo que dificilmente procura os centros de saúde.", alerta Vanessa Vieira da Silva, gerente de imunização da Dive.

HPV

O HPV (vírus do papiloma humano, do inglês human papiloma virus) é uma infecção sexualmente transmissível, provocada por vírus que ataca, especialmente, as mucosas (oral, genital ou anal), tanto nas mulheres como nos homens. Existem mais de 200 variações desse tipo de vírus. Alguns subtipos de HPV, segundo a literatura científica, estão associados aos cânceres de colo do útero, pênis, orofaringe e, até mesmo, câncer reto-anal.

A curto prazo, a infecção não apresenta qualquer tipo de sintoma. A longo prazo, o diagnóstico geralmente aparece quando a infecção já provocou o surgimento desses cânceres. A melhor forma de prevenção é a vacina, que funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV, sendo destinada exclusivamente à utilização preventiva, não tendo efeito em infecções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida. "É importante que os pais atentem para vacinar seus filhos antes do início da vida sexual, assim, caso eles sejam expostos ao vírus na vida adulta, estarão protegidos", afirma Vanessa.

Meningocócica C

Doença infecciosa causada pela bactéria Neisseria meningitidis, caracterizada pela inflamação das meninges, podendo deixar sequelas ou levar à morte se o tratamento não for iniciado prontamente. A transmissão ocorre de uma pessoa para outra pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse). Os principais sintomas são febre alta, rigidez na nuca que gera dificuldades para encostar o queixo no peito, dor de cabeça, manchas na pele, confusão mental, dor de garganta, vômitos, náuseas, sonolência, dificuldades para acordar, irritação, cansaço e falta de apetite. 


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  • Jornal Regional



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