É hora de lembrar!

20/09/2018 - 14h22

Este é o tema da Campanha Nacional de Conscientização sobre a Doação de Órgãos e Tecidos realizada pelo Ministério da Saúde. Segundo dados da Central de Transplantes do Estado de Santa Catarina temos, atualmente, 474 pessoas em lista de espera para transplante de órgãos, somente em nosso Estado.

Para que você possa ser um doador de órgãos basta você informar a sua família. Não é preciso fazer nenhum tipo de documentação prévia autorizando alguém. É só comunicar sobre o seu desejo. A doação só ocorre com a autorização familiar e é de suma importância que a mesma esteja devidamente informada de que você é doador.

Tipos de doadores

Existem dois tipos de doadores: doador falecido e o doador vivo. No primeiro caso, são pacientes que encontram-se em Unidades de Terapia Intensiva e que geralmente foram vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou traumatismo craniano e que evoluíram com Morte Encefálica. Somente após a confirmação de morte encefálica é que a família será entrevistada e questionada sobre o desejo do falecido. Neste caso, pode-se doar os dois rins, os dois pulmões, as córneas, o fígado, o pâncreas, pele e ossos. Muitas pessoas podem, em um “ato único de amor ao próximo”, serem ajudadas.

Os órgãos doados, em casos de morte encefálica, são destinados a pacientes que necessitam de transplante e encontram-se em lista única de espera, organizada pela Central de Transplantes do Estado de Santa Catarina e que é controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.

O doador vivo, sendo saudável, concordando com a doação, e principalmente, sendo compatível com o receptor, poderá doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula para um ente querido, tendo este parentesco ou não.

Diagnóstico de morte encefálica

Importante ressaltar que a doação de órgãos e tecidos por doador falecido só é possível, após a determinação/confirmação de morte encefálica. O Conselho Federal de Medicina regulamenta o diagnóstico de morte encefálica desde 1997. O diagnóstico somente é confirmado, após a realização de dois exames clínicos neurológicos por dois diferentes médicos, sendo estes capacitados ao diagnóstico clínico de morte encefálica. O processo é associado a um exame gráfico confirmatório. Trata-se de um diagnóstico absolutamente seguro.

Segundo Martinho Lutero “Deve-se doar com a alma livre, simples, apenas por amor, espontaneamente!”

É Hora de Lembrar! Avise seus familiares, fale sobre o tema! Faça valer a sua vontade de ajudar a quem tanto precisa e não esqueça que um único doador pode salvar várias vidas.

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  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Katia Rosane Teixeira Bugs - Médica nefrologista responsável pela Comissão Hospitalar de Transplantes (CHT) do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso



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