FECAM e FACISC pedem o fim da greve dos caminhoneiros

30/05/2018 - 14h45

Sete municípios estão em situação de emergência ou calamidade pública e um grande número de prefeitos está prestes a adotar as mesmas medidas em função dos efeitos causados pela greve dos caminhoneiros. A informação partiu do secretário executivo da Federação Catarinense dos Municípios (FECAM), Rui Braun.

O dirigente relatou que a paralisação afetou a logística de Santa Catarina e coloca em risco a administração dos municípios. De acordo com Braun, 20% dos municípios já suspenderam as aulas e muitas prefeituras não tem mais alimentos para a merenda escolar. Em função dessa situação preocupante, assinalou, a FECAM está pedindo formalmente o fim da greve.

Os prefeitos da microrregião da AMEOSC, durante reunião segunda-feira (28), em São Miguel do Oeste, também se manifestaram preocupados com as receitas das prefeituras. O prefeito Plínio de Castro, de São José do Cedro, chamou a atenção para a queda que vai se verificar na arrecadação de impostos como ICMS e ISS e da receita dos municípios com FPM. Diante desse quadro, a FECAM recomendou aos prefeitos a adoção de medidas de contenção de gastos.

FACISC

Já a Federação das Associações Comerciais e Industrias de Santa Catarina (FACISC) também emitiu uma nota pedindo o fim da greve dos caminhoneiros. De acordo com o vice-presidente regional Elson Otto, a entidade é totalmente a favor dos pedidos dos caminhoneiros e disse que são inadmissíveis os preços dos combustíveis praticados no país. Mesmo assim, a FACISC entende que está na hora de volta ao trabalho. Ele ressaltou que faltam produtos essenciais para a população e chegou o momento de encerrar a greve.


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  • Jornal Regional



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