LAVA JATO: PF investiga ex-senadora e ex-ministra do PT, Ideli Salvatti

16/01/2018 - 08h48

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba está investigando parte das denúncias feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. A investigação sobre o caso tinha sido aberta em 2015, mas foi suspensa após a delação de Machado, que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de retomar as investigações foi tomada em dezembro de 2017, pelo juiz Sérgio Moro. Após a homologação do acordo, o ministro do STF, Edson Fachin, determinou o envio das denúncias que não citavam políticos com foro privilegiado.

O inquérito deverá analisar as declarações feitas pelo delator contra a ex-senadora petista Ideli Salvatti, os ex-deputados federais petistas Jorge Bittar e Edson Santos, o ex-ministro dos governos Dilma e Temer, Henrique Eduardo Alves, que atualmente está preso, suspeito de corrupção. Há ainda uma citação ao ex-deputado Cândido Vacarezza, que era do PT, mas atualmente está filiado ao Avante.

O sexto caso trata ainda de um suposto caso de formação de cartel para obras no Estaleiro Tietê, em São Paulo. As investigações estavam sob a tutela do Supremo Tribunal Federal, que encaminhou os casos à 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelo andamento dos casos envolvendo a Operação Lava Jato, em Curitiba. Nenhum dos políticos citados possui foro privilegiado atualmente.

Propinas

De acordo com Sérgio Machado, a ex-senadora Ideli Salvatti foi beneficiada com R$ 500 mil em doações oficiais feitas pela construtora Camargo Corrêa. O dinheiro, segundo o delator, foi pago para a campanha dela ao governo de Santa Catarina, em 2010. No depoimento aos investigadores, Machado disse que a ex-senadora enviou o chefe de gabinete dela, para negociar os valores. "Contatei uma das empresas que pagavam recursos ilícitos oriundos de contratos com a Transpetro (Camargo Corrêa) e viabílizei então o apoio via doação oficial e o comuniquei pessoalmente em Brasília, no meu hotel, Bonaparte, sobre quem faria a doação via diretório nacional ou estadual do PT", afirmou Machado em um dos anexos da delação.

Ideli se defende

Procurada, Ideli disse que as doações à sua campanha eleitoral ao governo de Santa Catarina em 2010 foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes, e que sua conduta pública é regida pelos princípios da ética, moral e legalidade. A defesa de Ideli afirmou que está segura do arquivamento das investigações.


  • por
  • Kia Chavious
  • FONTE
  • G1/SC



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