Nervosa, Isadora Williams sofre queda na final da patinação e fica em último

Brasileira atribui ao nervosismo a fraca apresentação

Brasileira atribui ao nervosismo a fraca apresentação

23/02/2018 - 08h57
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Não tinha música melhor para Isadora Williams se apresentar, nesta sexta, na final da patinação artística individual. Nyah, um dos temas de Missão Impossível 2, foi a escolhida pela brasileira para o programa longo. Até quarta-feira, quando a menina de 22 anos fez o que poucos esperavam, era bem esse o clima. Ter o Brasil em uma final olímpica era quase improvável. Beirava o impossível. Nervosa, sofreu uma queda durante a apresentação e, ao fim, não repetiu o sorriso do outro dia. Os olhos vermelhos marejados tomaram seu rosto. A nota 88,44 (longo) e o total de 144,18 pontos não foram suficientes para colocá-la perto do pódio. Pelo contrário, ficou na 24ª e última posição.

“Foi muito triste. Não tenho palavras para o que aconteceu. Fui a última patinadora do meu grupo. Depois aquecimento eu tive 30 minutos, sentei, fiquei muito nervosa nesse tempo. Depois do programa curto limpo, isso é muito difícil. É muito difícil, porque todo mundo ficou muito feliz depois do programa curto e tem muita pressão no Brasil. Não foi perfeito para um longo. Eu não tenho palavras. Não sei. Não era o programa que eu queria fazer aqui”, disse Isadora, ainda tremendo, logo após se apresentar.

Isadora patinou diante de uma arena lotada por quase cinco minutos. Começou bem, mas caiu e se abalou. Teve mais alguns deslizes e terminou com uma expressão fechada, lembrando Sochi 2014, quando, aos 18 anos, falhou no programa curto e não se classificou para a final. A brasileira foi a 12ª a se apresentar e acabou na lanterna. Brigar por medalha era impossível, todos já sabiam, mas Isadora colocou a América do Sul e Brasil no mapa da patinação artística. Ela foi a primeira sul-americana a chegar a uma final olímpica.


  • por
  • Kia Chavious
  • FONTE
  • G1



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