Painel com empresários de São Miguel do Oeste encerra temporada de 2018 do SC Que Dá Certo

 (Foto: Marcio Cunha/Divulgação)

(Foto: Marcio Cunha/Divulgação)

10/07/2018 - 10h49

Um catarinense que trocou um carro por um torno e assim deu origem a uma empresa que exporta soluções para o mundo; um empresário que tentou uma madeireira, uma fábrica de móveis populares e só então chegou ao conceito que projetou sua empresa para o mundo; um empreendedor que tentou vários negócios até fundar a fábrica de pães que se tornou sucesso.

Essas foram as histórias compartilhadas pelo diretor da Trofresma, Claudimar Bortolin, o CEO da Sollos, Cláudio Frank, e o proprietário da Dipães, Volmir Antonio Meotti, no painel do SC que Dá Certo de São Miguel do Oeste, no Oeste catarinense.

O evento ocorreu no Clube Industrial na noite desta segunda-feira (9) e reuniu mais de 600 pessoas, recorde de público do SC que Dá Certo. Com mediação do apresentador do NSC Notícias, Fabian Londero, o público pôde se inspirar com as histórias contadas por cada painelista.

Visão empreendedora

O empresário Claudimar Bortolin foi o primeiro palestrante da noite. Ele fundou sua empresa, a Torfresma, em 1993 em uma garagem de São Miguel do Oeste. Com o tempo, a empresa se multiplicou e se tornou a maior integradora de robôs das américas.

A marca fabrica sistemas e equipamentos industriais para países como Argentina, Chile, Paraguai, México, Uruguai e Colômbia, atuando nas áreas de carne, embalagem, encaixotamento, logística e paletização.

“A criação dos modelos de cadeira ergonômica criados em 1997 nos tornaram conhecidos em todo o país. Temos orgulho de conquista como essa, que sedimentou ao longo destes 25 anos a nossa história”, afirmou ele.

Agregar valor

O segundo painelista da noite foi o diretor da Sollos, Cláudio Frank, que contou como buscar diferenciais, através do design. Entre 1999 e 2004, a indústria familiar se restringia a fabricar móveis para magazines populares. Com assinatura do designer Jader Almeida, a marca se distanciou da concorrência, ampliou o mercado e já é destaque não só no Brasil, mas também no exterior, que responde por 20% do faturamento anual.

“São peças com identidade própria, elegância e simplicidade, o que começou com a cadeira Dina. Foi uma das primeiras e, por seu design atemporal, até hoje é uma das nossas best-sellers, com mais de 60 mil exemplares vendidos nos últimos 14 anos”, contou.

Ponto de virada

Com mais de 1,5 mil pontos de venda e um público consumidor de 500 mil pessoas diariamente, Volmir Antonio Meotti contou a história da Dipães e ressaltou o ponto de virada, que fez a receita da empresa que nasceu na cozinha de casa crescer exponencialmente.

“Nós não tivemos medo de crescer trabalhando duro. Investimos na melhoria dos nossos processos e produtos, construímos nossa indústria, fizemos intercâmbio no exterior para melhorar nossas receitas, sempre com o princípio de fazer com que todos ganhem e ninguém perca”, finalizou ele.

Embora as empresas se destaquem em áreas diferentes, as histórias compartilhadas ressaltaram a importância de buscar parcerias e investir em pessoas. Persistência e amor pelo trabalho também foram destaques das apresentações.

Este foi o último painel do SC que Dá Certo em 2018. Este ano, os eventos presenciais ocorreram também em Palhoça, na Grande Florianópolis, Brusque, no Vale do Itajaí, São Bento do Sul, no Norte, Araranguá, no Sul, e Joaçaba, no Oeste.


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • G1/SC



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