PGR denuncia Colombo por Caixa 2, mas arquiva processo de corrupção

03/03/2018 - 22h09

A Procuradoria Geral da República decidiu arquivar o inquérito contra o governador licenciado Raimundo Colombo e assessores delatados pela Odebrecht e pelo grupo JBS, sobre prática de corrupção e recebimento de propinas. Mas está denunciando Raimundo Colombo no Superior Tribunal de Justiça por prática de Caixa 2 na campanha politica de 2014.

A informação de que houve denúncia foi confirmada pela Secretaria de Comunicação da PGR em Brasília. Consultada, respondeu por e-mail:  “Confirmamos que houve a denúncia, mas o teor é sigiloso. A denúncia foi no inquérito 1139. Atenciosamente, Kamilla Dourado”.

Durante toda a tarde de sexta-feira, dia 2, surgiram informações nos bastidores da Assembleia Legislativa e do Centro Administrativo de que o Ministério Público Federal entrara com denúncia contra o governador licenciado Raimundo Colombo e contra o tesoureiro de campanha, José Carlos Oneda, também diretor financeiro da Celesc, pelo uso de caixa 2. As investigações concluíram que não houve corrupção e o inquérito foi arquivado.

Raimundo Colombo tinha expectativa de conclusão do inquérito dentro de dez a 15 dias. De acordo com fonte do Centro Administrativo, o governador Eduardo Pinho Moreira também foi comunicado do novo fato politico no meio da tarde. Nada, contudo, em caráter oficial.

A defesa

Raimundo Colombo se disse aliviado com a conclusão do inquérito, em função do arquivamento das acusações de corrupção e propinas. Acrescentou que mais de 98% de sua defesa foram concentrados exatamente para comprovar sua inocência em relação a estas duas questões graves.

“Eu não concentrei a defesa na questão do caixa 2, que pretendi tratar num segundo momento. Quero esclarecer tudo. Não pedi recurso de caixa 2 para ninguém”, garantiu Colombo. “O arquivamento do inquérito sobre corrupção mostra que minha vida é limpa. Eles estão me dando um atestado”, acrescentou.

Mais adiante, depois de se referir ao passado inatacável, destacou que “a questão do caixa 2 não tem nenhum problema para mim. Eu assumo o caixa 2. Vou explicar tudo direitinho. Além disso não é uma questão criminal. É eleitoral”.

Pelas informações de Brasília, o ex-secretário da Fazenda Antônio Gavazzoni ficou fora da denúncia. O processo tramita em segredo de Justiça. O STJ indicará um ministro relator. Ele deverá ouvir as partes.


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • NSC



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