POLÍCIA CONFIRMA: Advogado de Guaraciaba foi morto com um tiro à queima roupa
Foragido da Justiça gaúcha, o autor do disparo teria recebido R$ 8,5 mil para executar o "serviço"

Foto Ivan Ansolin/Portal SMO

Foto Ivan Ansolin/Portal SMO

09/11/2018 - 13h57

A Polícia Civil concluiu as investigações do assassinato do advogado Joacir Montagna, morto com um tiro à queima-roupa, dentro de seu escritório, em Guaraciaba (SC). Na manhã de hoje (09) em coletiva à imprensa as autoridades policiais forneceram mais detalhes sobre o inquérito concluído dia 1º de novembro e encaminhado à Justiça. Atuaram nas investigações as polícias civis de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Ministério Público.

Foram citados cinco envolvidos no crime – o mandante, três confessos da execução e um quinto elemento que a polícia ainda pretende apurar, numa segunda investigação, de que forma teria atuado no assassinato. Segundo o delegado regional, Adriano Bini, até o momento a Polícia Civil tem de forma concreta a confirmação de três pessoas - os irmãos de Chapecó - na fase executória do homicídio, um contratante e um quinto indivíduo que integra a associação criminosa.

O assassinato de Montagna, no dia 13 de agosto, em seu escritório, segundo o inquérito, fora encomendado por um terceiro, porém não há nenhum registro de que seria um cliente insatisfeito com sua atuação nos tribunais. O que houve, explicou o delegado responsável pelo caso, Wesley Andrade, foi a ordem pela execução e o pagamento ao assassino de R$ 8,5 mil. "O tiro foi a queima roupa!", relatou o delegado.

Foragido da Justiça gaúcha, o autor do disparo, teria "recrutado" seus dois irmãos para o "serviço". No dia do crime, enquanto o atirador e o piloto da moto se dirigiram para o escritório da vítima, um permaneceu na rodovia, como retaguarda. Os dois alegaram que não sabiam do assassinato, mas que participariam de um assalto. Um quinto homem, que teria envolvimento com o grupo criminoso, também foi preso, mas ainda não há apontamentos concretos de que seja partícipe do crime.

Quatro dos envolvidos foram indiciados por homicídio, adulteração de veículo, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. Pesa ainda contra os quatro acusados agravantes como motivo fútil, crime premeditado e uso de meios que dificultaram a defesa da vítima, além da vantagem pelo recebimento de valores. O quinto indiciado responderá por associação criminosa e por porte ilegal de arma.


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Portal SMO/Rede Peperi/JRTV



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