Preços pagos aos produtores de leite em SC registram queda em maio

Produção de leite em Santa Catarina está entre as maiores do País

Produção de leite em Santa Catarina está entre as maiores do País

24/05/2018 - 16h55

A retração no consumo ocasionada pela redução do poder de compra dos consumidores e os elevados estoques de leite são os principais motivos que levaram à leve queda no valor pago por litro de leite ao produtor rural catarinense. Em reunião do Conselho Paritário Produtor/Indústrias de Leite do Estado de Santa Catarina, na última semana, em Joaçaba, os valores de referência para o mês de maio demonstraram redução de 1,3%.

O leite entregue em abril para processamento industrial a ser pago em maio pelos laticínios terá queda de dois centavos/litro. Os valores projetados são os seguintes: leite acima do padrão R$ 1,2972/litro; leite padrão R$ 1,1280 e abaixo do padrão R$ 1,0255. Os valores se referem ao leite posto na propriedade com Funrural incluso.

De acordo com o presidente do Conseleite/SC em exercício e representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) José Carlos Araújo, as expectativas são de que a retomada no setor seja lenta e gradativa, mas ainda assim uma incógnita. “A situação econômica e política do País interfere no consumo. O baixo poder aquisitivo, os elevados estoques do produto e, recentemente, a greve dos caminhoneiros refletem nos preços pagos aos produtores”, explica.

Araújo salienta que mesmo com a redução no valor pago por litro de leite, o Conseleite/SC, durante a reunião, negociou com as indústrias que fazem parte do Conselho para que essa queda não seja repassada aos produtores. “Estamos cansados de pagar essa alta conta”, complementa.

Segundo o conselheiro e também produtor rural, uma das opções para a melhoria no setor é a exportação de leite. “Acredita-se que a região Sul do País é capaz de produzir o leite mais competitivo do mundo. Para isso, o setor deve passar por uma grande transformação. Para ser competitivo, é necessário que o leite produzido tenha alta qualidade, custo baixo de produção e cadeia produtiva com logística eficiente. A meta mencionada durante recente encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira é, a médio e longo prazo, exportar no mínimo 5% da produção e é para isso que estamos unindo forças e trabalhando em favor dos produtores rurais”, expõe.

O presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, observa que a região Sul tem condições de exportar, principalmente pela qualidade do rebanho e por abrigar grandes indústrias. “Temos que fazer a nossa parte com uma produção de qualidade e alto nível. Estamos iniciando hoje essa longa caminhada que só será encerrada com a exportação de produtos lácteos para inúmeros países. A partir desse momento abrimos expectativas de um mercado promissor para um futuro próximo”, reforçou. 


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  • Jornal Regional



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