Procurador do TJD critica julgamento do Inter: “Frankenstein jurídico”
Inter vai ter que pagar multa por causa da briga entre seus torcedores em Veranópolis

17/02/2017 - 10h28

O procurador do Tribunal de Justiça Desportiva, Alberto Franco, criticou o resultado do julgamento do Inter, no qual o clube foi punido com multa de R$ 50 mil após uma briga na torcida colorada no jogo contra o Veranópolis, no estádio Antônio David Farina. Para ele, que participou do julgamento, a punição deveria ter sido mais pesada por conta das cenas de violência – que chegaram a interromper o jogo por 17 minutos.

“Saí espantado com o resultado”, afirmou Franco à Rádio Guaíba na tarde desta quinta-feira, horas após a decisão da corte. “Achei um Frankenstein jurídico”, resumiu. A decisão deverá ser contestada a partir da semana que vem no pleno do TJD.

Conforme ele, a condenação às torcidas organizadas Camisa 12 e Popular – suspensas por um ano – não tem fundamento. “Torcida organizada não é submetida ao CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva)”, lembrou. Segundo ele, o responsável por torcidas organizadas é o clube, no caso o Inter. “Em um eventual descumprimento desta decisão, não temos nem como aplicar pena ou fazer cumprir. Não tem previsão legal”, acrescentou, citando que as punidas não estavam citadas no processo e não tiveram defesa no TJD.

Alberto Franco também enfatizou que não importa se o Inter pagou ou não para as torcidas organizadas irem à partida e que, por isso, deverá responder pelos atos praticados por elas: “Elas são parte do clube, representam o clube fora de Porto Alegre. O Inter assume o risco por ter essas torcidas como representantes nos estádios fora de Porto Alegre”.


  • por
  • Kia Chavious
  • FONTE
  • Correio do Povo



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