Proposta para aduana de Paraíso é apresentada em reunião da FCDL, em Chapecó

14/02/2017 - 15h06

O prefeito de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, representando a região de abrangência da Agência de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, apresentou a mobilização para a liberação de transporte e imigração pela ponte sobre o Rio Peperi-Guaçu em Paraíso, que liga Santa Catarina ao município de San Pedro, na Argentina, durante reunião da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, em Chapecó.

A nova rota para transporte de cargas e melhoria na recepção de turistas argentinos é uma reivindicação antiga e foi levantada novamente pela Regional de São Miguel do Oeste e pelo Núcleo Estadual da Faixa de Fronteira. A convite do presidente da FCDL, Ivan Tauffer, o prefeito Trevisan, que liderou a pauta enquanto secretário executivo, apresentou os principais objetivos da alfândega e o que é preciso para o alcance dos mesmos.

“A região Extremo Oeste não é a única beneficiada. Todo o Oeste bem como o Estado tem muito a crescer com uma ação simples. É importante sensibilizarmos as autoridades e lideranças para isso”, afirma o prefeito. Na semana passada, o secretário executivo de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, Volmir Giumbelli, também esteve em Florianópolis, e entregou um dossiê sobre a fronteira para lideranças estaduais.

Além do controle do movimento de entradas e saídas da Argentina, a mobilização busca uma nova rota para transportes de cargas de milho, já que a Argentina é um grande fornecedor e abastece as cadeias produtivas de suínos e aves em Santa Catarina. Por outro lado, o Estado vende carne suína e de frango para o país vizinho. Só em 2016, a Argentina comprou nove mil toneladas da carne suína catarinense, o que representa US$ 25 milhões de faturamento.

A agroindústria catarinense traz cerca de 3,5 milhões de toneladas de milho por ano, sendo que o produto está disponível no mercado interno a mais de mil quilômetros do Oeste. “Sabemos que quando passa dos 500 quilômetros, o transporte do milho se torna inviável pelo custo. Com a aduana em Paraíso, o Extremo Oeste, Oeste e até o Meio Oeste se beneficiam com a distância encurtada e o frete com custo reduzido”, explica Trevisan.

Comércio

O diretor distrital da FCDL e empresário de São Miguel do Oeste, Edenilson Zanardi, também apresentou a importância da alfândega para o comércio da região. “Hoje é uma realidade e precisamos trabalhar para não perdermos isso, já que muitos argentinos optam por seguir viagem pelo Paraná devido o caminho”, disse. Conforme dados da Polícia Federal, mais de 246 mil pessoas cruzaram a fronteira de Dionísio Cerqueira, em 2016.

Solução

No Decreto nº 8.699, de 28 de março de 2016, o Governo brasileiro tornou público o acordo entre Brasil e Argentina para a construção de uma nova ponte internacional sobre o Rio Peperi-Guaçu, firmado em Buenos Aires ainda em 2011. A ponte existente precisa do reconhecimento por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e é a maneira mais rápida para resolver o problema de imigração.  Com a liberação, poderá ser instalada uma aduana, regularizando a entrada e saída de pessoas. Para o reconhecimento, é preciso realizar um teste de cargas da ponte para saber o peso que ela suporta. 


  • por
  • Kia Chavious
  • FONTE
  • Ascom/ADR São Miguel do Oeste



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