Região de São Miguel do Oeste recebe profissionais do CPRM para mapeamento das áreas de risco

16/01/2018 - 21h35

O serviço de mapeamento das áreas de risco nos municípios começou em Santa Catarina. Nesta terça-feira, 16, técnicos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) chegaram em São Miguel do Oeste para iniciar a coleta de dados para o trabalho de prevenção. O serviço foi contratado pela Secretaria de Estado da Defesa Civil SC por meio de um convênio com a companhia.

O coordenador Regional da Defesa Civil de São Miguel do Oeste, Daniel Caron, destaca que os serviços devem ser realizados em duas, no máximo três semanas. “São 10 municípios com duas equipes”, explica. Bandeirante, Barra Bonita, Paraíso e Guaraciaba fazem parte do primeiro grupo que já recebem nesta quarta-feira, 17, os profissionais da CPRM. Belmonte, Descanso, Iporã do Oeste, Santa Helena, São João do Oeste e Tunápolis terão os trabalhos iniciados também nesta semana. Os demais municípios ficam para a próxima etapa.

No Estado                  

O valor total é de R$ 4.712.596,00 e a atividade deve durar 18 meses em todo o Estado. O serviço produzido pelos profissionais resultará no mapeamento completo, tanto para setorização de risco quanto para a suscetibilidade a movimento de massa e inundação. É um fato inédito para Santa Catarina e Brasil, como afirma o secretário adjunto da Defesa Civil SC, Fabiano de Souza. "Não existe nenhum Estado que tenha o território completo com esses produtos", destaca.

A chefe da Divisão de Geologia Aplicada da CPRM, Sandra Fernandes da Silva, diz que o mapeamento vai caracterizar o comportamento do Estado frente ao perigo. "Facilita muito a gestão dos desastres. O gestor público vai saber exatamente as regiões que deve evitar no município para não perder vidas e materiais", explica.

Serviços realizados durante o mapeamento

- Setorização de risco geológico alto e muito alto frente a movimentos de massa e eventos destrutivos  da natureza geológica, em nível muito alto e alto;

- Elaboração de pré-cartas de suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e eventos de natureza hidrológica (enchentes, inundação e enxurrada);

- Mapeamento de perigo de acordo com os aspectos metodológicos preconizados no manual de mapeamento do Projeto Gides;

- Elaboração de cartas finais de suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e eventos de natureza hidrológica (enchente, inundação e enxurrada).

Saiba mais

Setorização de Risco: mapa com mais detalhes onde já existe risco definido.

Carta de suscetibilidade a movimento de massa e inundação: serve para verificação de aptidão para a urbanização do município, elaborar o plano diretor.

Projeto Gides: Projeto de Fortalecimento da Estratégia Nacional de Gestão Integrada de Riscos e Desastres numa parceria entre Brasil e Japão. Tem como objetivo reduzir os riscos de desastres geológicos através de medidas preventivas não estruturais. Os principais resultados são melhoria dos sistemas de avaliação e mapeamento de riscos, previsão e alerta e também o planejamento urbano na atuação de prevenção de desastres.

Utilidade na prevenção

Os produtos servem como base para o município planejar o crescimento de forma preventiva e diminuir os riscos de desastres naturais. Pode ser usado para realizar um plano de redução de risco; área prioritária do município; local recomendado para investir numa obra de infraestrutura de redução de risco; fundamental para os planos diretores municipais.

Utilidade na resposta

Com relação à resposta, o mapeamento é direcionado onde já existe risco. Ele dá suporte para elaborar o plano de contingência municipal mais seguro e também auxilia para a emissão de alertas. 


  • por
  • Kia Chavious



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