Alcoolismo e Tabagismo: dependências que geram sérios problemas de saúde pública

22/10/2018 - 15h40

Álcool e tabaco estão entre os 20 maiores fatores de risco de problemas de saúde identificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O uso excessivo dessas drogas tem se constituído problemática acentuada e complexa na sociedade atual. O consumo destas substâncias psicoativas é prevalente em todo o mundo e está associado a problemas de saúde pública, sendo fator de risco para problemas de saúde, sociais, financeiros, de relacionamento, familiar, entre outros.

Álcool

De acordo com o estudo divulgado pela OMS, na média, o brasileiro bebe 8,7 litros de álcool puro por pessoa a cada ano, contra uma média global de 6,2 litros. Uma projeção indica que em dez anos os brasileiros estarão bebendo em média 10,1 litros ao ano. Desconsiderando o total da população que não bebe (42,3%), a média de consumo de álcool é ainda maior: 15,1 litros por ano.

O alto consumo de álcool está relacionado a mais de 200 doenças, como a cirrose, câncer na boca, faringe e laringe, a pancreatite, a tuberculose, entre outras. Ainda segundo a OMS, o consumo excessivo de álcool é responsável por 5,9% de todas as mortes registradas no mundo.

O alcoolismo é uma doença crônica e diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso do álcool, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais e está entre os principais problemas da nossa sociedade. O alcoolismo é mais comum em homens, sendo uma das maiores causas de adoecimento da população masculina, porém em mulheres, o número vem crescendo cada vez mais.

Tabagismo

Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2017 foram registrados no Brasil 478 mil infartos e internações por conta de doenças cardíacas. Outras 378 mil por conta de doenças pulmonares advindas do fumo. Isso tudo representa um prejuízo de, aproximadamente, R$ 57 bilhões a cada ano. São somados aí os custos dos tratamentos, a perda de produtividade e mortes prematuras.

Os homens fumam mais que as mulheres. Em 2017, 13,2% dos entrevistados pelo sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL), eram fumantes, contra 7,5% das mulheres. Outro recorte é o etário, com uma incidência menor entre os mais velhos (7,3% nos idosos com 65 anos ou mais) e maior entre os adultos com idade entre 35 e 44 anos (11,7%).

Fumante passivo

O fumante passivo é aquele que absorve as substâncias do tabaco sem ser fumante, ou seja, ele apenas inala a fumaça de derivados do tabaco, como o cigarro, o charuto, o cachimbo e outros, através da convivência com fumantes, principalmente em ambientes fechados. Por isso, as leis antitabagismo, cada vez mais restritivas em todo mundo, não são apenas uma questão de não-fumantes incomodados com o cheiro da fumaça dos fumantes e sim uma questão de saúde pessoal e pública.

A dependência ao álcool e tabaco podem levar o indivíduo a desenvolver vários tipos de doenças. Se você conhece alguém ou se você mesmo se identifica com esses sintomas, procure por tratamento com profissional de saúde especializado, que é encontrado gratuitamente na rede pública de saúde. A pessoa pode ir diretamente a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Unidade Básica de Saúde de seu município. Ao parar de fumar e beber seu corpo vai recebendo benefícios constantes e sempre vale a pena, em qualquer momento da vida.

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  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Claire Inez Stratmann – Assistente Social do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, CRESS/SC 004328



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