Audiência Pública do Corredor Ferroviário de SC acontece amanhã (03)

02/04/2018 - 16h34

Uma Audiência Pública será realizada na próxima terça-feira (03), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, para debater assuntos relacionados à implantação do Corredor Ferroviário de Santa Catarina, que ligará o Oeste Catarinense ao litoral do estado.

O evento será organizado pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A , com o objetivo de colher subsídios para o aprimoramento dos estudos técnicos da construção do Corredor Ferroviária de Santa Catarina. A sessão acontecerá das 13h às 18h.

Para o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcio Sander, Chapecó ser escolhida para sediar a audiência demonstra a representatividade do município para o desenvolvimento econômico da região. Para Saner, a implantação do projeto auxiliará ainda mais no escoamento da produção da região, que já contém um grande fluxo produtivo.

Nesta etapa do projeto, ainda será realizada outra audiência pública, agendada para o dia 05 de abril, em Florianópolis, com o objetivo de apropriar o estudo.

O PROJETO

Há mais de três anos, o Governo Federal anunciou, em Chapecó, um estudo para construir a Ferrovia do Frango. De acordo com a Valec, o projeto encontra-se atualmente na fase de desenvolvimento do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental – EVTEA, que está analisando diretrizes de traçado para o Corredor Ferroviário de Santa Catarina, ligando Dionísio Cerqueira, no Oeste catarinense, à região de Itajaí, no litoral.

O principal objetivo da ferrovia é encontrar formas de escoar a produção do Oeste para os portos do estado em uma linha litorânea. Entraves entre órgãos políticos e licenças ambientais acabam dificultando o andamento do projeto.

O valor contratado para elaboração do EVTEA, Aerolevantamento Fotogramétrico e Projeto Básico de Engenharia é de aproximadamente R$ 48 milhões, dos quais foram dispendidos até o momento, R$ 3,5 milhões. No que diz respeito à construção da ferrovia, o custo previsto só será obtido após a conclusão do Projeto Básico de Engenharia, fase subsequente ao EVTEA.


ATUAL SITUAÇÃO

Segundo um estudo realizado pelo G1, em uma única unidade de uma das maiores agroindústrias do Oeste catarinense, são carregados de 40 a 45 caminhões contêineres por dia, que levam entre 20 e 25 toneladas de produtos alimentícios cada um. Todo esse carregamento precisa chegar aos portos, no litoral.

Se um caminhão deixa a empresa perto das 12h para ir ao Porto de Navegantes, no Litoral Norte, precisa atravessar o estado pela BR-282. Como às 22h os motoristas precisam parar para respeitar o período de descanso, a carga só chega ao porto no dia seguinte. São 520 quilômetros de Chapecó, no Oeste, até o porto.

O pesquisador e engenheiro aposentado Sílvio dos Santos argumentou que haveria muitas vantagens de levar a carne em um trem. “O custo ferroviário é metade ou até um terço do rodoviário, dependendo do volume de carga que eu vou levar. Ou seja, a ferrovia realmente, em termos energéticos e de custo, é bem mais vantajosa”, finalizou.


  • por
  • Jornal Regional



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