Automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros

13/05/2019 - 14h14

Quase metade dos brasileiros se automedica pelo menos uma vez por mês e 25% o faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana. Esses dados fazem parte de uma pesquisa feita pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). De acordo com o estudo, a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros.

As mulheres são as que mais usam medicamentos por conta própria, pelo menos uma vez ao mês – 53%. Familiares, amigos e vizinhos são os principais influenciadores na escolha dos medicamentos usados sem prescrição (25%).

Os perigos da automedicação

A automedicação é quando há o uso de remédios sem a avaliação de um profissional de saúde. Quando usado de forma errada, o medicamento pode ter um efeito desastroso. Por isso, é sempre importante consultar um profissional antes de fazer uso de qualquer remédio.

As consequências do uso indiscriminado de medicamentos ocorrem a longo e médio prazo:

-Os analgésicos, por exemplo, não curam enxaqueca e podem até piorar.

-Antitérmicos podem mascarar algo mais grave, como uma infecção.

-Anti-inflamatórios podem sobrecarregar os rins.

-Uso de vitaminas só é indicado se a pessoa tiver uma carência específica e precisar de reposição.

-Antiácidos e remédios para dor de estômago podem encobrir algo mais sério, como úlceras e gastrites.

-Xarope pode mascarar uma pneumonia.

O farmacêutico Tarcísio Palhano alerta para os perigos da automedicação. “Qualquer dorzinha, qualquer sintoma, qualquer sinal, a pessoa já se automedica. Isso pode, inclusive, dificultar o diagnóstico de uma doença mais grave”.

Outro problema comum, que está na casa de muitos brasileiros, é a ‘maletinha de remédios’. “Essa caixa de medicamentos termina sendo uma bomba em potencial. Os medicamentos, com o passar do tempo, eles vão se degradando e pode gerar substâncias tóxicas”, diz o farmacêutico.


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  • Jornal Regional



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