Colegiado de Segurança Pública faz primeira reunião em SC

Foto: Maurício Vieira/Secom

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03/01/2019 - 21h10

O colegiado de Segurança Pública de Santa Catarina realizou nesta quinta-feira (3) a primeira reunião estratégica. No novo modelo que foi implantado no estado, haverá rotatividade no comando da pasta entre lideranças das polícias Militar e Civil, Instituto Geral de Perícias (IGP) e Corpo de Bombeiros.

"As principais decisões com relação a recursos, prioridades, direcionamento de esforços e acompanhamento de resultados serão feitas de maneira colegiada", explica o coronel Araújo Gomes, da PM, que vai presidir o colegiado no primeiro ano de gestão.

Ele ainda afirmou que, mesmo com a rotatividade de comando a cada um ano, os planos traçados serão seguidos.

"Não há espaço para mudanças de rumo que não sejam tomadas pelo colegiado nas suas decisões em conjunto. Além disso, o diretor geral, que é o executivo da secretaria, permanece na pasta. Ele que dá a garantia de continuidade de execução dos projetos", completou.

A ideia é que nenhuma instituição seja privilegiada. "Que não haja favorecimento de uma determinada instituição em detrimento de outra. Esse é o objetivo. Com isso, quem ganha é a sociedade e, consequentemente, as instituições policiais se fortalecem", disse o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Norberto Koerich.

"O Corpo de Bombeiros Militares e as demais instituições que compõem o conselho decidirão de forma estratégica tudo que é atinente à Segurança Pública. Então para a corporação é realmente uma posição ainda mais importante, isso dará ainda um empoderamento maior ainda ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina", completou o coronel João Valério Borges.

Primeiras medidas

Segundo Araújo Gomes, será proposto à Polícia Rodoviária Federal a inclusão do novo projeto de comunicação-rádio. "Das demais instituições da Segurança Pública, hoje era apenas da Polícia Militar, nós vamos acelerar a conclusão do projeto de integração de bancos de dados de Segurança Pública e registros de ocorrência", disse.

Para as associações e sindicatos que representam os policiais e bombeiros militares, os policiais civis e os servidores do IGP, a expectativa é boa para o novo modelo.

"É muito emblemático para os nossos servidores porque a gente está sendo ouvido hoje enquanto um órgão de mesmo nível de Polícia Militar, Polícia Civil e bombeiros militares. O IGP sempre foi considerado o patinho feio da segurança pública, porque a gente faz perícia e trabalha muito nos bastidores, não aparece muito com relação aos resultados que a gente apresenta para a sociedade. Será um modelo que será copiado por outras unidades da federação num futuro próximo", disse Giovani Eduardo Adriano.


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  • Jornal Regional



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