Dependência química: Tudo o que você precisa saber

26/02/2019 - 14h33

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a dependência química como uma doença crônica e progressiva, ou seja, que piora com o passar do tempo, além de gerar outras doenças e ser fatal. É um transtorno mental caracterizado por um grupo de sinais e sintomas decorrentes do uso de drogas.

Que substâncias causam dependência?

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), as substâncias causadoras de dependência são: álcool, tabaco, cocaína e derivados como o crack e a pasta-base, maconha, alucinógenos, solventes e inalantes, a exemplo da cola de sapateiro e acetona, estimulantes como anfetaminas e cafeína, opióides, sedativos e hipnóticos (medicações como o diazepam).

As drogas que mais comumente causam dependência em nossa sociedade são o álcool, tabaco, cocaína e seus derivados, que vem aumentando sua incidência de forma alarmante nos últimos anos.

Quais são os sinais da dependência química?

O dependente químico apresenta sinais como a compulsão pelo uso da droga, sintomas de abstinência, necessidade de doses crescentes para atingir o mesmo efeito inicial, falta de controle sobre a quantidade do uso, abandono de outras atividades e uso contínuo, mesmo possuindo prejuízos financeiros causados pela droga. 

O portador desse tipo de distúrbio não consegue conter o vício, afetando sua vida psíquica, emocional, física e, consequentemente, a vida social.

Existe cura para dependência química?

Não! Mas existe o controle da doença com tratamento que deve ser o mais adequado para cada pessoa. Depende das características pessoais, da quantidade e padrão de uso de substâncias e se já apresenta problemas de ordem emocional, física ou interpessoal decorrentes desse uso.

A avaliação do paciente e o tratamento podem envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. A dependência química deve contar com acompanhamento a médio e longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

Posso me tratar pelo SUS?

O SUS oferece atendimento ambulatorial, terapia, tratamento com remédios (se necessário) e internação (se necessária). Estes atendimentos são realizados através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) que prestam atendimento a pacientes com transtornos mentais ou dependentes de álcool e drogas e dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs) que conta com grupo de profissionais de saúde de várias especialidades e que auxiliam as equipes de Saúde da Família no atendimento aos dependentes de álcool e drogas.

Estas redes de apoio devem ser acionadas sempre que identificados casos de dependência química para acompanhamento e tratamento. A internação tanto voluntária quanto compulsória, torna-se uma ferramenta necessária e útil em casos específicos e que não obtiveram resultado com acompanhamento e tratamento ambulatorial.

Qual a importância do apoio familiar durante o tratamento?

É fundamental. A família precisa se envolver e juntamente com a equipe de saúde deve incentivar o indivíduo na busca pelo não uso da droga e auxiliar a retomar o funcionamento produtivo na família, no trabalho e na sociedade. Esse caminho é difícil, porém necessário e as recaídas são comuns nesse processo.  Deve-se buscar um equilíbrio, pois ao mesmo tempo em que deve ser entendida enquanto doença, torna-se necessário estar atento para que o dependente químico não manipule a família e abandone o tratamento.

Esta doença merece toda a atenção, pois além de comprometer o indivíduo como o todo, acomete toda a família, que adoece emocionalmente junto ao indivíduo, sendo que esta também deve receber orientações e apoio. 


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Roberta Gabiatti Dalmagro - Assistente Social do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso



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