Disfagia: entenda a dificuldade de engolir alimentos

01/11/2018 - 14h48

No mês de setembro, no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso – Instituto Santé, o setor de Fonoaudiologia atendeu 28 pacientes idosos que necessitaram de avaliação, orientação, trocas de consistência alimentares ou em uso de sondas de alimentação devido à Disfagia.

Tosse, engasgos frequentes, sensação de alimento parado na garganta ou dificuldade para engolir certos tipos de alimentos são algumas das dificuldades encontradas na disfagia. Normalmente na ingestão de líquidos, onde o paciente rapidamente, após um gole, tosse ou se afoga, podendo ocorrer também com alimentos sólidos e principalmente em pequenos grãos e farelos. 

É uma doença causada por algum distúrbio neurológico como AVC, traumatismo craniano, doenças neurodegenerativas, câncer de cabeça e pescoço, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e também pode decorrer do envelhecimento natural.

As tosses constantes durante a alimentação e os engasgos podem resultar na entrada do alimento em vias aéreas (pulmão) e causar as pneumonias por broncoaspiração levando a internação ou até ao uso de sondas para alimentação.

Idosos

É notório o crescimento do número de pacientes idosos que internam e em algum momento fazem uso de sonda para alimentação. As dificuldades alimentares, a falta do apetite e quadros de demências associados levam o paciente a fazer uso desta sonda por tempo prolongado e até definitivo. 

A falta de próteses dentárias pode ser um grande vilão e ocasionar as dificuldades para deglutir os alimentos. O alimento mal mastigado pode apresentar difícil passagem e ocasionar os engasgos.  Desta forma, apenas a adequação da consistência alimentar pode auxiliar no caso.          

É possível observar que nesta população, as dificuldades alimentares vêm aparecendo no dia a dia, principalmente no que se refere aos líquidos. Os sintomas incomodam e fazem com o que o paciente perca a vontade de se alimentar, perdendo gradativamente seu peso.

Profissional especializado  

Algumas readequações podem contribuir para evitar os engasgos e inibir os sintomas: como uma nova consistência alimentar ingerida pelo paciente, a orientação para postura durante a alimentação, mastigar bem os alimentos e se alimentar devagar. Mas o acompanhamento de um fonoaudiólogo, profissional especializado para avaliação, é fundamental.            

Tosses, engasgos, pigarros, sensação de alimento parado na garganta, desconforto respiratório durante e após a alimentação não são sintomas normais, devem ser levados a sério. Lembre-se, procure um fonoaudiólogo ou peça ajuda a um profissional de saúde mais próximo de você. 

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  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Ariana Silva - Fonoaudióloga CRFª 10308/SC - Hospital Regional Terezinha Gaio Basso



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