Diversificação de culturas garante aumento de renda para produtores de tabaco

20/11/2018 - 11h41

Produtores de tabaco de Santa Catarina investem na diversificação de cultura e ampliam a renda no meio rural. Na safra 2017/18, o plantio de grãos após a colheita de tabaco garantiu R$ 190,7 milhões a mais no faturamento das famílias. Os números foram apresentados pelo SindiTabaco, nesta segunda-feira (19), durante a renovação do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco em Santa Catarina.

O Programa incentiva a diversificação e o aproveitamento dos recursos das propriedades, estimulando uma segunda colheita anual, com a semeadura de grãos e pastagem na resteva do tabaco. “Este já é um programa consolidado em Santa Catarina, que tem o reconhecimento dos produtores porque traz não só um aumento na renda, mas também a melhoria na conservação do solo”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Em 2018, após a safra de tabaco, os produtores catarinenses cultivaram 55.619 hectares, entre milho, feijão, soja e pastagens, com rendimento estimado de R$ 190,7 milhões. O levantamento realizado pelo SindiTabaco contabilizou 35.097 hectares de milho e 4.915 hectares de feijão. A produção de milho foi de 266.737 toneladas - considerando o preço médio de R$ 570 por tonelada, o total da safrinha catarinense chegou R$ 152 milhões. Em relação ao feijão, a safra foi de 12.779 toneladas e preço médio de R$ 1.945 por tonelada, o rendimento foi estimado em R$ 24,9 milhões. O levantamento apontou ainda mais de 12 mil hectares de pastagens e 3.394 hectares de soja, com um faturamento aproximado de R$ 13,8 milhões.

“Em Santa Catarina nós conseguimos avançar muito através das parcerias com o setor privado e produtores rurais. Criamos soluções que trazem um impacto positivo na vida dos agricultores, combinando esforços para um objetivo maior. Assim funciona o Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco”, explica o secretário adjunto da Agricultura, Athos de Almeida Lopes Filho.

Resultados na região Sul

Em 2018, o levantamento das estimativas de renda do Programa Milho, Feijão e Pastagens nas regiões produtoras dos Sul do País – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – mostrou que o plantio de grãos na resteva do tabaco rendeu em torno de R$ 550 milhões aos produtores. Foram cultivados 110.948 hectares de milho e 17.377 hectares de feijão, com expectativa de rendimento de R$ 414,2 milhões para o milho e R$ 68,3 milhões para o feijão. Os produtores de tabaco cultivam também outros grãos após a colheita, com destaque para a soja que rendeu em torno de R$ 67,5 milhões nos 18.364 hectares plantados. Em relação às pastagens, o levantamento contabilizou 40.391 hectares nos três estados.

Milho, Feijão e Pastagem após colheita do tabaco

Uma parceria entre a Secretaria de Agricultura de Santa Catarina, Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O Programa incentiva, através da rede de assistência técnica e extensão rural, a diversificação de culturas no meio rural.

Tabaco

Santa Catarina é o segundo maior produtor de tabaco do país, com 252,4 mil toneladas colhidas na última safra. O estado possui 45.150 produtores de tabaco em 204 municípios. As regiões de Canoinhas, Rio do Sul e Ituporanga concentram a produção catarinense.

Nas últimas quatro safras, a Região Sul respondeu por 99% da produção brasileira de tabaco. O plantio é realizado em regime de integração com a indústria e se dá de acordo com as necessidades internas e de exportação do produto. 


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  • Jornal Regional



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