Em seu primeiro pronunciamento como presidente, Julio Garcia manda recado para Moisés

PSL do governador ficou de fora da mesa diretora e de todas as comissões

PSL do governador ficou de fora da mesa diretora e de todas as comissões

01/02/2019 - 20h31

A eleição unânime de Julio Garcia (PSD) para a presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) mostra o tamanho da força que o pessedista terá para comandar a Casa pelos próximos dois anos. Recebeu apoio de todos os partidos, incluindo o PSL, do governador Carlos Moisés da Silva. Os pesselistas, porém, não fizeram parte da negociação inicial, que definiu o nome do pessedista para a presidência. Quando o líder do governo na Alesc, Onir Mocellin (PSL), decidiu participar das discussões, estava tudo definido. Recebeu de Garcia a informação de que as principais comissões e os cargos da Mesa Diretora já tinham dono.

Com isso, o ambiente para Carlos Moisés desenha-se longe do ideal neste começo de governo. Para aumentar as dificuldades do bombeiro da reserva, o novo presidente da Assembleia adotou um discurso forte na sua primeira fala à frente da Mesa Diretora. Em uma clara mensagem para Moisés, logo disparou que tem "orgulho de ser político".

— Digo em alto e bom som: sou político. Não sou da política nova e nem da política velha. O bordão da "nova política" aparece em toda eleição, e nessa pegou.

Garcia fez referência ao discurso constante do novo governador, que lembra sua independência e falta de contato com a política. Antes da posse dos parlamentares, nesta sexta-feira, Moisés e o pessedista conversaram pelo menos duas vezes. Uma por telefone e outra pessoalmente.

Garcia não fala publicamente sobre o assunto, mas nos bastidores comenta-se que ele enxergou a ação do PSL como tardia. Até mesmo na definição dos blocos da Alesc o partido do governador teria perdido tempo. Sem hesitar, o pessedista articulou sua eleição e garantiu maioria na Assembleia. Agora, o governo conta com apenas seis dos 40 parlamentares na sua base de apoio.

Segundo Mocellin, o governo está aberto a ouvir propostas de nomes técnicos que possam compor o governo, independente do partido. O líder da base de apoio admite a falta de negociação e diz que, por conta do posicionamento do governador, não tem moeda de troca. Na próxima semana, Moisés começa uma série de reuniões com todas as bancadas separadamente. Ele mesmo será o articulador do Executivo com a Alesc.


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Anderson Silva/DC



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