MPSC pede prisão de ex-deputado por dirigir com CNH suspensa devido a acidente

08/05/2019 - 21h49

A 1ª Promotoria de Justiça de Blumenau, no Vale do Itajaí, pediu nesta quarta-feira (8) a prisão preventiva do ex-deputado João Pizzolatti. O Ministério Público (MPSC) argumenta que ele descumpriu uma medida judicial ao dirigir com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa.

O advogado Fernando Becker, que defende Pizzolatti, afirmou que não havia sido notificado sobre o pedido de prisão até a noite desta quarta e que vai se manifestar quando tiver conhecimento do teor do documento.

Multa

João Pizzolatti recebeu uma multa, considerada gravíssima, por dirigir sem CNH. Ele foi flagrado ao volante por policiais militares na manhã de 29 de abril em Rio dos Cedros, no Vale do Itajaí.

Sobre a multa, o advogado afirmou na terça (7) que no dia que foi flagrado dirigindo, o ex-deputado estava com a esposa e a filha de 1 ano no carro. A menina teria começado a chorar e Pizzolatti assumiu a direção do veículo por alguns minutos enquanto a mulher cuidava da criança.

O ex-deputado teve a CNH suspensa em junho de 2018. Ele responde a processo judicial relacionado a um acidente de trânsito de dezembro de 2017 em que ele admitiu estar embriagado. Um homem ficou gravemente ferido na época.

A promotoria argumenta que o acidente causado por Pizzolatti foi grave e que se a suspensão da CNH não foi suficiente para que ele não dirigisse mais, somente a prisão poderá impedir que a infração se repita.

Acidente e processo

Em dezembro de 2017, o carro dirigido por Pizzolatti invadiu a pista contrária na SC-421 em Blumenau e atingiu dois automóveis. Na época, ele admitiu que estava bêbado. Um homem ficou gravemente ferido e precisou fazer 11 cirurgias, após ter sofrido fraturas e queimaduras de segundo e terceiro graus.

Pizzolatti responde ao processo em liberdade. Ele é acusado de tentativa de homicídio qualificado e embriaguez ao volante.

Mesmo depois de ter a carteira suspensa, o carro de Pizzolatti foi flagrado em Timbó, também no Vale do Itajaí. No ano passado, as multas do ex-deputado somaram 29 pontos, mais do que o limite permitido. Uma por dirigir falando ao celular e as outras cinco por estar acima da velocidade. A próxima audiência do processo está marcada para o dia 17 de junho.


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  • Jornal Regional



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