O que é a taxa Selic e como sua alta ou queda mexem com seu bolso

14/12/2019 - 08h48

Muito se tem falado sobre a taxa Selic. Nesta quarta-feira (11), o Banco Central reduziu pela 16ª vez a taxa levando-a ao menor índice histórico já registrado no país: 4,5% ao ano.

Mas o que é a taxa Selic e qual sua importância? De que maneira ela mexe com seu bolso? 

O nome da taxa Selic vem da sigla do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia e é a taxa básica de juros da economia. É também o principal instrumento de política monetária que o Banco Central usa para controlar a inflação.

Ela é muito importante porque influencia todas as taxas de juros do país, seja para concessão de empréstimos ou financiamentos, seja para remunerar as aplicações financeiras.

A taxa Selic é apurada nas operações de empréstimos de um dia entre as instituições financeiras que utilizam títulos públicos federais como garantia. O Banco Central explica que opera no mercado de títulos públicos para que a taxa Selic efetiva esteja em linha com a meta da Selic definida na reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom). 

O que é inflação?

É o aumento generalizado do preço de bens e serviços.

O que acontece quando a Selic sobe?

Quando a taxa Selic sobe, a tendência é que os juros cobrados pelos bancos para emprestar dinheiro para consumidor e empresas também aumente, o que faz com que diminua a oferta de crédito.

O rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança, Tesouro Selic, LCI, CDB e fundos de renda fixa, por exemplo, aumenta. Ou seja, o investidor ganha mais dinheiro para cada real que colocar nessas aplicações.

Como fica mais caro pegar dinheiro emprestado, a tendência é que o consumo diminua, o que pode ajudar a conter a inflação, já que as pessoas estão gastando menos.

O que acontece quando a Selic cai?

Quando a taxa Selic cai acontece o oposto. A tendência é que os juros cobrados pelos bancos para emprestar dinheiro para o consumidor e empresas fique menor, o que faz com que pessoas e empresas busquem mais crédito para consumir e também para investir em máquinas, equipamentos e crescimento das empresas.

O rendimento das aplicações de renda fixa fica menor, e o investidor passa a ter de tomar mais risco para remunerar mais seu capital. Com isso, pode acontecer uma procura maior por ações na Bolsa e também por investimentos mais arrojados como fundos imobiliários e fundos multimercados, além de investimentos de renda fixa que tenham mais risco, como debêntures.

Como fica mais barato pegar dinheiro emprestado e a rentabilidade dos investimentos é menor, há uma tendência a aumentar o consumo. E se o consumo aumenta demais, pode fazer com que a inflação também suba. 

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