PF indicia Temer por corrupção, lavagem e organização criminosa

A Procuradoria Geral da República tem 15 dias para se pronunciar sobre o caso

A Procuradoria Geral da República tem 15 dias para se pronunciar sobre o caso

16/10/2018 - 23h56

A Polícia Federal entregou ao Supremo Tribunal Federal o relatório final do inquérito dos portos, indiciando o presidente Michel Temer por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em maio de 2017 Temer ampliou de 25 para 35 anos o prazo de contratos de concessões de empresas portuárias, podendo chegar a até 70 anos.

O caso foi encaminhado pelo ministro do Supremo Luís Roberto Barroso para a Procuradoria Geral da República (PGR), que tem até 15 dias para se pronunciar por meio de parecer. O ministro chegou a prorrogar a conclusão do inquérito por quatro vezes. A conclusão do delegado Cleyber Malta Lopes, que comandou a investigação, é que o presidente editou decreto de acordo com interesses do setor portuário em troca de benefícios ilícitos. Para o delegado, Temer possui influência no Porto de Santos há mais de 20 anos.

Outras dez pessoas são indiciadas no relatório, incluindo a filha do presidente, Maristela Temer. No caso de Maristela, o indiciamento se dá apenas por lavagem de dinheiro. A reforma na casa dela, em São Paulo, entre 2013 e 2015, virou alvo de investigações depois que empresários do grupo J&F relataram repasse de 1 milhão de reais ao coronel Lima, na sede da Argeplan, em 2014. A arquiteta responsável pela obra e mulher do coronel Lima, Maria Rita Fratezi, também foi denunciada por lavagem de dinheiro. A PF pediu sequestro e bloqueio de bens de todos os suspeitos.


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • G1



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