Vacina da febre amarela passa a ser recomendada para todo o Brasil

21/03/2018 - 16h57

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (20) que a vacina da febre amarela passa a ser recomendada para todo o Brasil. A medida foi tomada após o segundo ano de alta no número de casos da doença e com a maior proximidade do vírus nas zonas urbanas.

O programa de vacinação chegará agora a alguns estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste que não faziam parte das áreas de recomendação. A ampliação irá ocorrer de forma gradual até abril de 2019, de acordo com cronograma previsto pelo governo. São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia manterão a campanha com base nas doses fracionadas.

Cronograma de ampliação da vacina da febre amarela

UF
MÊS DE IMPLANTAÇÃO             
POPULAÇÃO     NÃO VACINADA    
QUANTIDADE DE NOVOS MUNICÍPIOS

SP

Março a junho de 2018

24.984.669

43

RJ

Março a junho de 2018

8.629.766

Todas as cidades já têm recomendação

BA

Março a junho de 2018

7.279.205

239

SC

Julho de 2018

4.467.027

133

PR

Julho de 2018

2.471.430

36

RS

Julho de 2018

4.341.080

34

PI

Janeiro de 2019

861.478

167

AL

Fevereiro de 2019

2.621.426

101

SE

Fevereiro de 2019

1.748.116

74

PB

Março de 2019

3.085.988

223

PE

Março de 2019

7.316.252

185

CE

Abril de 2019

7.025.749

184

RN

Abril de 2019

2.693.880

167

BRASIL

-

77.471.880

1.586

Fonte: Ministério da Saúde

Os estados que não estão na tabela acima já são área com recomendação permanente da vacina, ou seja: todos os seus municípios já tinham acesso à imunização.

Para atender à demanda, o ministério fechou uma parceria entre o Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz e o Laboratório Libbs Farmacêutica, em São Paulo. A expectativa é que o laboratório passe a fornecer novos lotes das vacinas a partir do segundo semestre deste ano.

De qualquer forma, o ministério informa que serão produzidas 49 milhões de doses da vacinas até o fim de 2018. A capacidade de produção do Bio-Manguinhos não será ampliada.

Casos da doença

O governo disse que irá atualizar os casos confirmados e as mortes devido à doença nesta quarta-feira (21). O último boletim epidemiológico, divulgado no dia 14 de março, informou que já morreram 300 pessoas devido à infecção no Brasil desde julho do ano passado.

Desde o ínico da contabilização desses dados, foram recebidas 3.483 suspeitas da doença, sendo que 920 casos foram confirmados. Outros 769 permanecem em investigação.

Minas Gerais continua o estado mais afetado pela doença, com 415 casos e 130 mortes. São Paulo ocupa o segundo lugar, com 376 pessoas afetadas e 120 óbitos.


  • por
  • Jornal Regional



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