Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Por Sergio Wathier
JRTV/São Miguel do Oeste
Mais uma vez o futebol brasileiro ganha generosos espaços na mídia mundial, por conta de mais um grande fiasco. O que ocorreu ontem, no estádio do Corinthians, durante o jogo das eliminatórias par a Copa do Mundo, entre Brasil e Argentina, foi algo que ultrapassou as raias do bom senso.
Os argentinos
erraram quando mentiram que seus quatro atletas não tinham passado pelo Reino
Unido, fato desmentido pelos carimbos em seus passaportes. Erraram novamente
quando, desobedecendo as regras sanitárias brasileiras, desrespeitaram a
quarentena (os jogadores deveriam ficar isolados no hotel) escalando os
referidos atletas para o tradicional clássico sul-americano. Por causa do que
ocorreu, que a seleção brasileira abriu mão de 8 jogadores que atuam no futebol
inglês.
Só não entendemos porque que a Anvisa esperou o jogo começar (tinham sido jogados pouco mais de 4 minutos) para então intervir e suspender a partida. Se a Anvisa queria seu momento de estrela, conseguiu da forma mais deplorável possível.
Sei que as leis foram feitas para serem obedecidas. Os argentinos tentaram burlar a legislação. Por isso, no meu entendimento, devem ser seriamente punidos. Por exemplo: Se algo assim tivesse ocorrido no Reino Unido, onde os quatro atletas jogam, seriam presos e multados.
Mas algumas perguntas importantes ficaram sem respostas. A delegação argentina chegou ao Brasil na quinta-feira. Portanto a Anvisa teve tempo de sobra para fazer valer suas normas. Outra coisa: Se a Anvisa queria se certificar de que suas orientações estavam sendo seguidas, era só ir no hotel e conferir se os quatro atletas ficaram de quarentena ou não. Mas, pelo que foi divulgado, chegou atrasada e os argentinos já haviam deixado o hotel.
A sequência dos fatos revelam que a Anvisa falhou feio novamente já no estádio. Todos sabem que as equipes, cerca de uma hora antes do início da partida, divulgam as escalações. E nela constava os nomes dos quatro envolvidos no caso. Era só o fiscal da Anvisa ter ficado no corredor que dá acesso ao campo e quando os atletas se encaminhassem para o aquecimento, notificá-los que eles estavam impedidos de jogar. Não, a Anvisa esperou a partida começar para então, de forma até um tanto desrespeitosa, invadir o campo e suspender o jogo.
Tem muita gente com pecado no caso. A Conmebol e a CBF também tem sua parcela de culpa por lavarem as mãos. Mas que os argentinos não venham dar uma de malandro pra cima de nós. E é bom que se diga, a imprensa argentina, na maior cara dura, coloca que os culpados são os brasileiros e querem os pontos da partida.
Boca e River já fazem o que bem entendem, sem sofrer consequências. Vamos ver agora se a Fifa, ao contrário da Conmebol, será enérgica ao analisar esse caso. Ou se colocará panos quentes deixando a Argentina impune no episódio.
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