Empresário Luciano Hang, da Havan, é um dos investigados pelo STF
O presidente Jair
Bolsonaro comentou nas redes sociais a operação da Polícia Federal contra um
esquema de "fake news", realizada nesta quarta-feira (27). Para ele,
"algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia".
Bolsonaro chamou de "cidadãos de bem" os aliados do governo que foram alvos nesta quarta de mandados de busca e apreensão da operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A decisão do
ministro Alexandre de Moraes não autoriza investigação de liberdade de
expressão, mas de ameaças a ministros de STF e financiamento e distribuição de
notícias falsas.
Em outra mensagem, publicada posteriormente, o presidente escreveu: "Estamos trabalhando para que se faça valer o direito à livre expressão em nosso país. Nenhuma violação desse princípio deve ser aceita passivamente".
A operação foi autorizada por Alexandre de Moraes porque ele é o relator do inquérito que apura ameaças aos ministros do Supremo.
Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em endereços de aliados de Bolsonaro, como o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, e os empresários Luciano Hang, dono da Havan, e além de blogueiros e parlamentares.
Na decisão que
determinou a operação, Moraes afirmou que provas indicavam a existência de
associação criminosa envolvendo o chamado "gabinete do ódio",
estrutura que operaria no Palácio do Planalto disseminando notícias falsas.
"As provas colhidas e os laudos técnicos apresentados no inquérito apontaram para a existência de uma associação criminosa dedicada à disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas, às autoridades e às instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática", escreveu o ministro.
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