Até outubro, 25,7 milhões de pessoas (12,1% da população)
haviam feito algum teste para saber se estavam infectadas pelo coronavírus (até
setembro esse número estava em 21,9 milhões de pessoas ou 10,4% da população).
Entre essas pessoas, 22,4% (ou 5,7 milhões) testaram positivo em outubro, contra 22,1%
(ou 4,8 milhões) em setembro.
A população desocupada chegou a 13,8 milhões
de pessoas em outubro. É o recorde da série, com um aumento de 2,1% frente a
setembro e de 35,9% desde o início da pesquisa (maio). Já a taxa de desocupação passou
de 14,0% para 14,1%, a maior da série.
A força de trabalho chegou a 97,9 milhões em
outubro, com alta de 1,5% em relação a setembro e de 3,6% em frente a maio.
O número de pessoas fora da força de trabalho chegou a 72,7
milhões de pessoas em outubro, com redução de 1,9% frente a setembro e 3,5% em
relação a maio.
O Amapá apresentou a maior proporção (9,2%) de pessoas ocupadas afastadas do
trabalho que tinham devido ao distanciamento social. Em 24
unidades da federação houve quedas no percentual de pessoas ocupadas afastadas
do trabalho devido ao distanciamento social, frente a setembro. Houve
estabilidade nas demais.
Entre os 4,7 milhões de trabalhadores afastados do trabalho
que tinham na semana de referência, 900 mil (ou 19,2%) estavam sem a remuneração do trabalho.
A diferença entre o número de horas habitualmente e efetivamente trabalhadas está
diminuindo: o número médio de horas habituais foi de 40 horas por semana,
contra 35,7 horas efetivas.
Norte e Nordeste foram, novamente, as regiões com os maiores
percentuais de domicílios recebendo auxílio emergencial: 58,4% e 56,9%,
respectivamente. Os cinco estados com os maiores percentuais foram Amapá
(68,6%); Pará (62,2%); Maranhão (61,4%), Alagoas (60,3%) e Acre (59,6%).
Testes para Covid19 predominam entre as pessoas com 30 e 59 anos
de idade
Praticamente
não houve diferença no percentual de homens e de mulheres que fizeram algum
teste, 11,8% e 12,4%, respectivamente. Por grupos de idade, o maior percentual
foi entre as pessoas de 30 a 59 anos de idade (16,5%). Quanto maior o nível de
escolaridade, maior foi o percentual de pessoas que fez algum teste: entre as
pessoas sem instrução ao fundamental incompleto, 6,6% e, entre aqueles com
superior completo ou pós-graduação, 25,0%.
Quanto maior
a classe de rendimento domiciliar per capita, maior o percentual de pessoas que
realizaram algum teste para COVID19, chegando a 24,6% para as pessoas no décimo
mais elevado e 6,1% para as do primeiro décimo. O percentual de pessoas que
testaram positivo variou 19,6% (no 10º décimo) a 24,7% (no 2º décimo).
Considerando
o tipo do teste, das pessoas que fizeram algum teste, 10,7 milhões de pessoas
fizeram o SWAB e 26,7% testou positivo; 11,4 milhões fizeram o teste rápido com
coleta de sangue através do furo no dedo e 17,3% testou positivo; enquanto 7,4
milhões fizeram o teste de coleta de sangue através da veia no braço, sendo
25,2% com COVID confirmada. O maior percentual de testes realizados foi do
Distrito Federal (23,9%), com Piauí (19,1%) e Goiás (18,9%) a seguir. Os
menores foram em Pernambuco, Acre (7,9%, ambos) e Minas Gerais (9,3%).
Doenças crônicas pesquisadas atingem 22,4% da população
Em outubro,
havia 47,4 milhões de pessoas com alguma das doenças crônicas pesquisadas, o
que correspondia a 22,4% da população, sendo a hipertensão a mais frequente,
13,3%. As demais prevalências foram: asma ou bronquite ou enfisema (5,4%);
diabetes (5,3%); depressão (2,9%); doenças do coração (2,6%) e câncer (1,0%). O
percentual de pessoas com alguma das doenças crônicas que testou positivo foi
de 3,5%, percentual esse que vem aumentando a cada mês da pesquisa (1,6% em
julho, 2,5% em agosto e 3,0% em setembro).
Número de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas no
domicílio cai para 12,4%
Entre os
211,5 milhões de residentes, 9,7 milhões (4,6%) não fizeram nenhuma medida de
restrição em outubro, 93,8 milhões (44,3%) reduziram o contato mas continuaram
saindo de casa, 80,7 milhões (38,2%) ficaram em casa e só saíram por
necessidade básica e 26,3 milhões (12,4%) ficaram rigorosamente isolados.
Em relação a
setembro, houve aumento de 1,6 p.p. nas pessoas que não fizeram restrição e 4,6
p.p. nas pessoas que reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa. Em
contrapartida, houve redução de 2,2 p.p. dos que ficaram em casa e só saíram
por necessidade básica e de 3,9 p.p. dos que ficaram rigorosamente isolados.
A região
Norte (8,1%) apresentou o maior percentual de pessoas que não fizeram
restrições, e o Nordeste, o maior percentual de pessoas que ficaram
rigorosamente isoladas (14,7%).
As mulheres
registraram percentuais maiores (13,5%) que os dos homens (11,3%) em medidas
mais restritivas de isolamento. Em relação aos grupos de idade, a restrição
ficou maior entre aqueles até 13 anos de idade (34,5%), ainda assim, houve
redução de 9,9 p.p. das pessoas que ficaram rigorosamente isoladas nesse grupo
etário em relação ao mês anterior.
Percentual de pessoas com algum sintoma de síndrome gripal
continua em queda
Em outubro,
7,8 milhões de pessoas (ou 3,7% da população) apresentaram algum dos sintomas
pesquisados de síndromes gripais. O índice vem diminuindo desde maio (11,4%):
junho (7,3%), julho (6,5%), agosto (5,7%) e setembro (4,4%).
Os
percentuais de pessoas com algum sintoma de síndrome gripal foram bastante
similares entre as Grandes Regiões, tendo as Regiões Norte e Nordeste
apresentado o maior percentual (4,0%, equivalente a 740 mil e 2,3 milhões de
pessoas, respectivamente) e a Região Sudeste o menor (3,4 %, equivalente a 3,0
milhões de pessoas com algum sintoma).
Do total,
57,4% eram mulheres, 46,2% tinham entre 30 e 59 anos, 57,1% se declararam de
cor preta ou parda e 38,8% eram sem instrução ou com fundamental incompleto.
Cerca de 26,7% (ou 2,1 milhões) das pessoas que apresentaram algum dos sintomas
pesquisados procurou atendimento em estabelecimento de saúde.
Mulheres e pretos e pardos são maioria entre os que ficaram
internados
Em outubro,
entre as pessoas que procuraram atendimento em hospitais, 14,2% (116 mil) das
que apresentaram algum dos sintomas pesquisados precisou ficar internada. Este
índice apresentava uma tendência de queda desde julho, mas voltou a subir em
outubro. O mesmo viés de alta foi observado entre aqueles que apresentaram
algum dos sintomas conjugados e procuraram atendimento em hospital. Em outubro,
17,1% (44 mil) precisaram ficar internadas (foram 71 mil em julho, 52 mil em
agosto e 40 mil em setembro).
Com relação
ao sexo, em outubro, as mulheres tiveram uma representatividade bem maior que a
dos homens entre os que precisaram ficar internados (foram 53,7% entre as
pessoas com algum sintoma e 58,8% entre as com algum sintoma conjugado). As
pessoas que se declararam de cor preta ou parda foram as que mais precisaram
ficar internadas (56,0%, entre as com algum sintoma e 59,1%, entre as com
sintomas conjugados).
Afastamento do trabalho devido ao distanciamento social continua
em queda
Dos 84,1
milhões de ocupados, 4,7 milhões estavam afastados do trabalho e 2,3 milhões
destes estavam afastados devido ao distanciamento social, representando quedas
de 12,7% e 22,0% frente a setembro, respectivamente. Estes indicadores já
acumulam quedas de 75,3% e 85,1%, respectivamente, desde o início da pandemia.
A redução dos
afastamentos do trabalho devido à pandemia também pôde ser verificada através
da redução da proporção de pessoas afastadas por este motivo no total de
pessoas ocupadas, que de setembro para outubro, passou de 3,6% para 2,8%. Em
maio, este percentual era de 18,6%.
Entre as
Unidades da Federação, o Amapá foi o que apresentou a maior proporção da
população ocupada que estava afastada do trabalho que tinha devido ao
distanciamento social, 9,2%. Houve queda neste índice em 24 Unidades da
Federação e estabilidade nas outras três.
As pessoas com
60 anos ou mais de idade eram as proporcionalmente mais afastadas do trabalho
que tinham em função da pandemia, padrão que tem sido observado desde o início
da pesquisa, em maio. Em setembro, o índice foi de 8,7%. Em outubro, a
proporção reduziu para 7,2%, mas em todos os grupos etários o percentual de
afastamento por este motivo caiu.
Em outubro,
4,1% das mulheres ocupadas estavam afastadas de seu trabalho por causa do
distanciamento social (em setembro esse percentual era de 5,2%), enquanto para
os homens esse percentual ficou em 1,8% em outubro (2,5% em setembro).
Em relação
aos grupamentos de atividade, o da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura continuou registrando o menor
percentual de pessoas afastadas (0,7%), enquanto os grupamentos da Administração pública, defesa e seguridade social, educação e saúde (6,6%), Serviços domésticos (3,3%) e Outros serviços (3,2%) foram os que tiveram
maior proporção de pessoas afastadas do trabalho. Em todos os grupamentos houve
redução, de um mês para o outro, na proporção de pessoas afastadas devido ao
distanciamento social.
Os
trabalhadores por conta própria e empregadores registraram o menor percentual
de pessoas afastadas devido à pandemia (ambos com 1,3%), seguido pelos
empregados do setor privado sem carteira (1,8%) e os empregados do setor
privado com carteira (2,5%), os trabalhadores domésticos vieram logo na
sequência (3,3% entre os sem carteira e 3,4% entre os com carteira), em seguida
os empregados do setor público com carteira (7%), os empregados do setor
público sem carteira (7,7%), e, por fim, os militares e servidores estatutários
(7,9%). Frente a setembro, houve redução na proporção de pessoas afastadas em
todas as categorias.
Número de pessoas afastadas do trabalho sem remuneração cai para
900 mil
Aproximadamente
900 mil pessoas estavam sem a remuneração do trabalho, o representava 19,2% do
total de pessoas afastadas do trabalho que tinham. Em setembro este percentual
era de 19,8%, e vem caindo consistentemente ao longo da pandemia. A Região Sul
teve o menor percentual, 16,3% e a Norte, o maior, 26,8%. Frente a setembro,
houve redução do percentual de pessoas nestas condições no Nordeste, Sul e
Centro-Oeste, com estabilidade no Sudeste e aumento no Norte.
Número de pessoas em trabalho remoto mantém redução
Em outubro,
94,4% da população ocupada não estavam afastados do trabalho que tinham, contra
93,5% em setembro. Entre os não afastados, os que estavam trabalhando de forma
remota (à distância, home office) representavam 9,6% (ou 7,6 milhões de
pessoas) da população ocupada que não estava afastada. Em setembro, eles eram
10,4% (ou 8,1 milhões de pessoas).
Esta foi a
diminuição mais acentuada no quantitativo de pessoas trabalhando remotamente:
em apenas um mês, o indicador teve redução de 477 mil pessoas, similar à queda
acumulada de maio a setembro (636 mil pessoas).
A região
Norte tinha o menor percentual de pessoas ocupadas trabalhando remotamente
(4,1%) e o Sudeste, o maior (12,4%).
O percentual
de mulheres que trabalharam remotamente foi de 13,4%, superior ao dos homens
(6,9%). Já por grupos de idade não houve grandes disparidades, com ligeira
vantagem para as pessoas com 60 anos ou mais (7,6% para pessoas de 14 a 29
anos; 10,4% para 30 a 49 anos; 9,4% para 50 a 59 anos e 10,6% para pessoas com
60 anos ou mais).
Entre as
pessoas sem instrução ao fundamental incompleto e para os com fundamental
completo ao médio incompleto os percentuais foram muito baixos (0,4% e 1,0%,
respectivamente), entretanto para as pessoas com nível superior completo ou
pós-graduação, 30,0% estavam trabalhando remotamente. Para aqueles com médio
completo ao superior incompleto o percentual ficou em 4,9%.
Rendimento domiciliar per capita é o dobro nos domicílios sem auxílio
emergencial
O rendimento
médio real domiciliar per capita efetivamente recebido (R$), no Brasil, em
outubro, foi de R$ 1.310, ou 1,7% abaixo de setembro em termos reais (R$
1.332). As regiões Nordeste e Norte apresentaram os menores valores, R$ 877 e
R$ 900, respectivamente.
A proporção
de domicílios que recebeu algum auxílio relacionado à pandemia, no Brasil,
passou de 43,6% em setembro para 42,2% em outubro, com valor médio do benefício
em R$ 688 por domicílio. Norte e Nordeste foram novamente as regiões com os
maiores percentuais de domicílios recebendo auxílio: 58,4% e 56,9%,
respectivamente. Entre os auxílios estão o Auxílio Emergencial e a
complementação do Governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e
da Renda.
Ao todo, 19
unidades da federação tiveram queda no percentual de domicílios onde um dos
moradores recebe auxílio emergencial entre setembro e outubro. Os demais oito
estados ficaram estáveis. Os maiores índices são no Amapá (68,6%), no Pará
(62,2%), no Maranhão (61,4%), em Alagoas (60,3%) e o Acre (59,6%). Os estados
com menor proporção são Santa Catarina (22,9%), Rio Grande do Sul (28,8%) e
Distrito Federal (30%).
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15/11/2025 - 17h22 -
15/12/2021 - 12h59 -
10/01/2022 - 14h36 -
04/05/2021 - 15h59 -
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