Jorginho Mello fala das contas públicas do Estado — Foto: Eduardo Valente/Divulgação/ND
O governador Jorginho Mello (PL) afirmou, nesta terça-feira
(24), que Santa Catarina encerrou 2022 com a falta de R$ 128 milhões nas contas
públicas. Ele apresentou uma análise conduzida pela equipe da Secretaria de
Estado da Fazenda que abrangeu os últimos 10 anos.
Para 2023, o governador
aponta que são necessários cerca de R$ 2,8 bilhões extras “para honrar os
compromissos assumidos em anos anteriores e cumprimento da previsão
orçamentária”.
Para resolver o problema,
Jorginho Mello determinou o início dos estudos para a elaborar o chamado Pafisc
(Programa de Ajuste Fiscal de Santa Catarina). O Pafisc prevê a revisão
dos contratos e a análise detalhada das operações que envolvem transferências
de recursos, segundo o governador.
O objetivo é verificar quais
obras já estão em andamento, aquelas que ainda não iniciaram e rever a
metodologia de repasse.
A Secretaria de Estado da
Fazenda também deve começar estudo para a possível revisão dos benefícios
fiscais (são cerca de R$ 20 bilhões ao ano). As medidas serão discutidas com o
setor produtivo, pontuou o governador.
Funcionalismo
público
O estudo mostra que o gasto
com a folha do funcionalismo cresceu quase 124% entre 2013 e 2022, contra uma
inflação de 80% no período, sendo que nos últimos anos os números foram muito
acima da média.
Em contrapartida, o número de
servidores ativos aumentou cerca de 20% nesse mesmo intervalo. Assim como
aconteceu com o custeio, que inclui gastos com a máquina pública, insumos para
a Saúde, a Educação e a Segurança Pública, cresceu 138% em 10 anos, superando a
inflação.
Pandemia
O secretário de Estado da
Fazenda, Cleverson Siewert, detalhou a situação financeira do Estado durante a
pandemia do novo coronavírus. Apesar das diversidades, Santa Catarina obteve
aporte de quase R$ 6 bilhões em recursos extras num intervalo de três anos.
“Na conta estão as
transferências do Governo Federal para o combate ao coronavírus, a dispensa do
pagamento de R$ 1 bilhão referente às parcelas da dívida pública com a União
(2020) e o aumento da arrecadação tributária ocasionada pelo esforço fiscal,
pela inflação e pelo crescimento da atividade econômica (PIB) catarinense”,
segundo o governo estadual.
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