Foto: Mycchel Legnaghi/Divulgação
O inverno no
Hemisfério Sul começa às 0h32 (horário de Brasília) de hoje (21),
quando ocorre o solstício de inverno. Caracterizada pelas baixas temperaturas e
redução das chuvas em parte do país, a estação se estenderá até o dia 22
de setembro.Segundo o Instituto Nacional de
Meteorologia (Inmet), o período menos chuvoso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste
e em parte das regiões Norte e Nordeste tende a favorecer a incidência de
queimadas e de incêndios florestais, bem como um aumento do número doenças
respiratórias, já que a umidade relativa do ar diminui bastante.
Além disso, os
baixos índices pluviométricos típicos do período podem agravar a já preocupante
situação dos reservatórios hídricos de parte do país. De acordo com o Inmet, a
precipitação nos estados que compõem a bacia do Rio Paraná (Goiás, Mato Grosso
do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo), por exemplo, já vem registrando
chuvas abaixo da média desde o ano passado, e essa situação deve se prolongar
pelos próximos meses.
“Neste ano, a
situação de escassez de chuvas na bacia do Rio Paraná foi mais extrema em
relação aos anos de 2018 e 2019, principalmente nos dois últimos meses (abril e
maio)”, informa o Inmet, em nota.
Segundo o
Ministério de Minas e Energia, a situação hidrológica registrada em 2021 é a
pior dos últimos 91 anos. O baixo volume de chuvas afeta a geração de energia
elétrica porque 65% da produção nacional provêm de hidrelétricas, que dependem
do recurso em abundância.
Por outro lado, a
típica circulação de massas de ar frio vindas do sul do continente tendem a
derrubar as temperaturas, o que pode causar a formação de geadas nas
regiões Sul, Sudeste e no estado de Mato Grosso do Sul, e até mesmo queda de
neve em áreas serranas e planaltos da Região Sul.
Também em nota, a
Climatempo Meteorologia alerta que a baixa umidade e o solo cada vez mais seco
facilitarão a propagação do fogo, sobretudo no Tocantins, em Rondônia, no Acre,
bem como na região sul do Amazonas e em partes do Pará e das regiões Sudeste e
Nordeste.
Veja abaixo o
prognóstico do Inmet para os próximos três meses em cada uma das regiões
brasileiras.
Região Norte – A previsão climática indica maior
probabilidade de que as chuvas ocorram ligeiramente acima da média
climatológica sobre o norte da região, principalmente os estados de Roraima e
Amapá. Nas demais áreas, existe uma tendência de as chuvas ficarem próximas e
abaixo da média, principalmente no sul da região amazônica, onde normalmente
chove abaixo de 300 mm no período de julho a setembro. A temperatura
média do ar nos próximos meses deve permanecer acima da média.
As condições de
falta de chuvas, alta temperatura e baixa umidade relativa do ar favorecem a
incidência de queimadas e incêndios florestais, muito comuns na metade do
inverno e início da primavera. Por outro lado, isso não descarta a ocorrência
de eventuais episódios de friagens no sul dessa região, devido à passagem de
massas de ar frio mais continentais.
Região Nordeste – A previsão indica o predomínio de
áreas com maior probabilidade de chuvas próximas à climatologia durante esta
estação, principalmente no interior da região. Em algumas áreas, como o norte
do Maranhão e do Ceará, leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba, as chuvas
ainda poderão superar ligeiramente a média durante o mês de julho.
Predomínio de temperaturas próximas e acima da média em grande parte da região,
exceto no centro-leste da Bahia, onde as temperaturas podem ser ligeiramente
abaixo da média durante o mês de setembro.
Região
Centro-Oeste – No
Centro-Oeste, o período seco já teve início, e a tendência é que a umidade
relativa do ar diminua ainda mais nos próximos meses, com valores diários que
podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%. Dessa forma, a
previsão para o inverno indica alta probabilidade de as chuvas ocorrerem dentro
e abaixo da faixa climatológica em grande parte da região, exceto no centro-sul
de Mato Grosso do Sul, onde as chuvas deverão ser ligeiramente acima da média
durante o mês de setembro. As temperaturas deverão permanecer acima da
média, devido à permanência de massas de ar seco e quente, principalmente nos
meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e
incêndios florestais. Em algumas localidades do leste de Mato Grosso do Sul e
sul de Mato Grosso, as temperaturas poderão ser ligeiramente abaixo de seus
valores climatológicos, devido à passagem de algumas massas de ar frio mais
continentais.
Região Sudeste – O trimestre de junho a agosto
corresponde ao período mais seco da região, especialmente no norte de Minas
Gerais. Desse modo, a previsão do Inmet para o inverno no Sudeste indica que as
chuvas devem permanecer próximas ou ligeiramente abaixo da média, porém não se
descarta a ocorrência de chuvas próximas ao litoral da Região Sudeste no
mês de julho, devido a passagem de frentes frias. No caso das
temperaturas, elas devem permanecer acima da média em grande parte da região,
com exceção do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, onde as temperaturas
podem ser próximas ou ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos.
Região Sul – O prognóstico para os meses de inverno indica predomínio de chuvas próximas e abaixo da média em grande parte da Região Sul. Em algumas áreas localizadas sobre o sul e leste do Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina, a tendência é de que ocorram chuvas abaixo da média, principalmente no mês de setembro. A maior frequência das frentes frias contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo do trimestre, com a previsão de temperaturas médias próximas e acima da climatologia em grande parte da Região Sul. As temperaturas médias mais elevadas estão previstas para o mês de setembro, principalmente no Paraná. Temperaturas abaixo da média são previstas para o leste de Santa Catarina e do Paraná, além do nordeste do Rio Grande do Sul, pois a incursão de massas de ar de origem polar pode provocar declínio nas temperaturas, possibilitando a ocorrência de geadas especialmente em áreas de maior altitude.
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