Lázaro tinha R$ 4 mil no bolso e reforça teoria de que era jagunço de fazendeiros
"Está caindo por terra a ideia de que ele [Lázaro] era um lobo solitário", disse o secretário de Segurança Pública de Goiás

Foto: Reprodução/ND

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28/06/2021 - 18h53

A captura e morte do fugitivo Lázaro Barbosa, na manhã desta segunda-feira (28), não põe fim ao trabalho da Polícia Civil de Goiás. Isso porque a partir de agora, a polícia vai investigar se o acusado de ter cometido múltiplos assassinatos atuava como jagunço na região, matando pessoas sob o comando de fazendeiros.

Ainda nesta manhã, a ex-esposa e ex-sogra de Lázaro foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento.

A teoria de que Lázaro foi auxiliado por uma rede criminosa durante os 20 dias de fuga, ganhou ainda mais força após sua captura. Segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, o acusado trocou de roupas várias vezes e, ao ser morto, estava com cerca de R$ 4,4 mil no bolso.

“Está caindo por terra a ideia de que ele [Lázaro] era um lobo solitário”, disse o secretário. Segundo ele, a Polícia Civil já está investigando a suspeita de que Lázaro agia como matador de aluguel e contou com o auxílio de pessoas que não queriam que ele fosse preso.

Ligação com dono de chácara

O principal alvo da apuração da suposta ligação de Lázaro com matadores é, de acordo com Miranda, o dono de uma chácara onde o fugitivo chegou a se esconder e obter alimentos.

O fazendeiro Elmi Caetano Evangelista,  de 74 anos, foi preso na última quinta-feira (24). O caseiro Alain de Santana, de 33 anos, também havia sido preso, mas foi solto pela Justiça nesta sexta-feira (25).

“O empresário [chacareiro] que está preso é um dos líderes da organização”, disse o secretário, afastando a tese de que Lázaro atuava sozinho.

“Mais para frente, quando a investigação estiver finalizada, colocaremos [todas as informações] para vocês. Mas já há uma linha de apuração. Uma das coisas [hipóteses] é de que ele [Lázaro] atuava como jagunço ou segurança para algumas pessoas”, afirmou o secretário estadual, declarando que a suposta organização pode estar envolvida com crimes como latrocínio e assassinatos nos quais Lázaro pode ter participação.

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