"Maior investimento da Saúde hoje é em profissionais", afirma o secretário Carlos Agostini
Meta é reduzir custos e o desgaste dos pacientes com deslocamentos para outras cidades

Carlos Agostini, com o prefeito Zanardi, quer reduzir a demanda reprimida na Saúde (Foto: Ascom/Prefeitura)

Carlos Agostini, com o prefeito Zanardi, quer reduzir a demanda reprimida na Saúde (Foto: Ascom/Prefeitura)

17/02/2026 - 18h54
O vice-prefeito de São Miguel do Oeste, Carlos Agostini, mais conhecido como "Tatu", que recentemente assumiu a Secretaria Municipal de Saúde, afirmou que o início da nova função tem sido marcado por reuniões técnicas, levantamento de dados e planejamento de ações imediatas para melhorar o atendimento à população. Em entrevista ao Atualidades da 103 FM desta terça-feira (17), ele destacou que o primeiro passo é conhecer em profundidade a realidade da pasta para acelerar decisões e investimentos.

Entre as prioridades, Tatu citou a conclusão do novo posto de saúde do bairro São Jorge, que está na fase final e deve receber duas equipes para ampliar a cobertura. O antigo prédio, segundo ele, deverá ser cedido ao HEMOSC para coleta e, futuramente, também para distribuição de sangue, evitando deslocamentos desnecessários da população para outros municípios.

O secretário ressaltou que o maior investimento da saúde hoje é em profissionais. Nos últimos meses, o município contratou especialistas que antes não atendiam localmente, como cardiologia e ginecologia em regime de 40 horas semanais, além de urologia, ortopedia, psiquiatria e endocrinologia. A ampliação do quadro busca enfrentar um dos principais gargalos do sistema: as filas acumuladas, intensificadas no período pós-pandemia.

Para acelerar a redução da demanda reprimida, a secretaria prepara mutirões de consultas já a partir de março. Na ortopedia, por exemplo, a expectativa é sair de cerca de 120 atendimentos mensais para mais de 450 em um único mês, com a meta de zerar a fila e, a partir disso, manter apenas a demanda mensal regular.

Tatu explicou ainda que parte das dificuldades envolve cirurgias eletivas, cuja regulação é estadual. Mesmo assim, o município negocia o credenciamento de hospitais locais ao SUS para realizar mais procedimentos em São Miguel do Oeste, reduzindo custos e o desgaste dos pacientes com deslocamentos para outras cidades.

Segundo o secretário, o município investiu cerca de 26% do orçamento na saúde no último ano, acima do mínimo constitucional de 15%, e a intenção é manter esse patamar. Ele também destacou parcerias com a universidade local para projetos voltados à população acima de 50 anos e para ampliar atendimentos em áreas como psicologia, fisioterapia e odontologia.

Ao final, Tatu reforçou que a Secretaria de Saúde terá portas abertas para a comunidade e que o foco da gestão é combinar investimento, ampliação de equipes e organização dos fluxos para oferecer um atendimento mais rápido e humanizado à população.


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