MP investiga locação de contêineres para acondicionamento de corpos em Santa Catarina
IGP, responsável pelo procedimento, nega que locação tenha sido concluída; órgão afirma que intenção foi preventiva e com base em 'protocolos de desastres'.

14/05/2020 - 20h11

Mais um procedimento tocado por um órgão do governo do Estado está na mira do Ministério Público. Na quarta-feira (13), a 26ª Promotoria de Justiça instaurou uma notícia de fato para apurar possíveis irregularidades em trâmite de compra de contêineres feito pelo IGP (Instituto Geral de Perícias).

A investigação se refere à locação de nove contêineres para acondicionamento de corpos em razão da pandemia da Covid-19. Os equipamentos seriam destinados às cidades de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Lages, Caçador, Chapecó, Balneário Camboriú e Palhoça.

Com a justificativa de que a investigação está sob sigilo, o Ministério Público não quis se manifestar sobre o caso. A notícia de fato instaurada pelo órgão, no entanto, aponta que a “contratação vai de encontro com a atividade-fim do instituto”. O procedimento está sob responsabilidade da promotora Darci Blatt.

O que diz o IGP

Questionado pela reportagemo IGP informou que o ofício de doação de contêineres refrigerados para atender possíveis casos de morte por Covid-19 foi um trabalho “de prevenção e planejamento com base em protocolos de desastres”.

O IGP ressalta ainda que o ofício interno não chegou a ser colocado em prática. “O que houve foi um plano emergencial, ainda no início da pandemia, num dos cenários mais graves que por prever um número alto de mortes, pudesse necessitar do apoio do IGP no armazenamento de corpos”, afirma.

“O IGP ressalta que não houve locação, não houve compra e nem doação. O Instituto informa também que sempre estará à disposição para prestar as informações que se fizerem necessárias”, finalizou.

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