O que deu certo e o que deu errado para o Grêmio em prévia da final da Copa do Brasil

Renato cobrou mais aplicação de Jena Pierre

Renato cobrou mais aplicação de Jena Pierre

17/01/2021 - 06h36

É inevitável. O Grêmio foi ao Allianz Parque para um jogo de Campeonato Brasileiro contra o Palmeiras, mas o imaginário leva as projeções para a final da Copa do Brasil com os mesmos dois protagonistas. O Tricolor fez um primeiro tempo ruim, mas saiu com o 1 a 1 no placar após melhorar no segundo.

Ou seja, ficou bem delimitado o que não pode se repetir para as decisões, ainda sem datas definidas por conta da presença do Palmeiras na final da Libertadores. O papo no intervalo mudou a cara do Grêmio e fez o time jogar uma partida razoável, mas suficiente para chegar ao 14º empate no Brasileirão.

O que deu errado

Em pelo menos três oportunidades, incluindo o gol marcado por Raphael Veiga, o Grêmio errou passe quando saía do campo defensivo e acabou exposto a um contra-ataque. Jean Pyerre, logo nos primeiros segundos de jogo, por exemplo, fez isso. Alisson, no lance do gol, também.

Matheus Henrique foi outro a estar abaixo da média, o que teve impacto no todo. A mecânica da transição do Grêmio esteve quebrada com Thaciano ao lado do garoto.

Jean Pyerre naturalmente recuava para participar da saída, mas a surpresa na escalação acabava por ter movimentos sem sentido dentro do coletivo. Não passava da linha da bola para ser opção à frente.

— Erramos muitos passes, próximos à nossa área, demos contra-ataques. Todas situações do Palmeiras saíram porque erramos na saída. Claro que méritos também do Palmeiras pela marcação alta, mas o time do Grêmio está acostumado e sempre achamos uma brecha para sair — analisou Renato Portaluppi.

Time desligado

Enquanto o Palmeiras lutava para dar uma resposta à derrota para o River Plate na terça-feira, apesar da classificação, o Grêmio pareceu entrar desligado na partida. Era facilmente batido em divididas.

No lance do gol sofrido, Willian acredita até o fim e dá um carrinho para recuperar a posse. Rodrigues, que tomara a frente na jogada, é surpreendido antes de definir se afastava a bola para fora do campo ou tentava o domínio.

A postura por si só não determina o desempenho, mas é uma variável importante. Ainda mais que o próximo jogo entre as duas equipes será valendo taça.

— Demos muitos espaços. Eu poderia ter trocado três ou quatro jogadores tranquilamente no intervalo. Voltamos com outra postura, com mais determinação, e foi totalmente diferente — analisou o técnico.

Marcação frouxa

O Grêmio, nas palavras de Renato, deu muito espaço ao Palmeiras. Em diversos momentos, é verdade, estes espaços foram criados pelo Verdão. Zé Rafael era marcado por Thaciano e se movimentava para trás, abrindo campo a ser explorado na intermediária.

O mesmo vale para Raphael Veiga, vigiado por Matheus Henrique. Os movimentos dos dois criavam dúvidas nos defensores. Além disso, a pressão gremista a quem tinha a bola era lenta, sem incomodar os rivais.

O que deu certo

Em cerca de 15 minutos, Diego Souza teve três chances para colocar a bola na rede. Acertou uma. Foram só 16 passes em todo o jogo, para exemplificar a baixa taxa de participação do centroavante. Ainda assim, o gol anotado de cabeça deixou claro quão imprescindível é o experiente jogador para o time.

Aliás, ele tem sido um dos destaques do ano. Diego tem 24 gols na temporada e igualou Caio Dantas, do Sampaio Corrêa, na artilharia do Brasil. O número está acima dos gols marcados por Everton Cebolinha, por exemplo, nos últimos anos.

Maicon melhora o meio

O Grêmio fez um jogo razoável e sem sofrer tanto do meio para o fim do segundo tempo. Antes, Vanderlei trabalhou à exaustão. Pois bem, foram pouco mais de 10 minutos em campo, mas Maicon comandou esta melhora.

Jean Pyerre se fixou como volante e isso também melhorou a dinâmica do meio. Thaciano trocava de função com o companheiro e, depois, Pinares entrou fixo na frente. De frente, Jean sofreu menos na partida. Com Maicon ao lado, o jogo fluiu bem mais.

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