Operação deflagrada em SC mira grupo suspeito de trazer cargas de papel da Argentina sem pagar impostos

13/02/2020 - 14h31

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (13), em Santa Catarina, Paraná e São Paulo contra um grupo investigado por trazer para o Brasil cargas de papel de seda da Argentina sem o pagamento de impostos. O crime é caracterizado como descaminho. Durante a ação, um homem foi preso em fragrante por contrabando de cigarro em São Paulo.

O produto é utilizado na confecção de cigarros. De acordo com a Polícia Federal, a carga vinha de um fornecedor da cidade de Bernardo de Irigoyen, localizada na fronteira com o município de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste catarinense, e Barracão (PR).

Segundo a polícia, estão sendo cumpridas 11 ordens judiciais em Dionísio Cerqueira, Santa Terezinha de Itaipu (PR), São Paulo (SP), Praia Grande (SP) e São Vicente (SP), expedidos pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu (PR). Três pessoas investigadas tiveram a conta bancária bloqueada e imóveis sequestrados.

Durante as buscas, foram apreendidas caixas de papel de seda em Dionísio Cerqueira, de cigarros e papel de seda em Praia Grande (SP) e de cigarro em São Paulo, de acordo com o balanço parcial divulgado às 10h30, pela Polícia Federal em Santa Catarina.

Investigação

O caso começou a ser investigado em 2017, com a prisão em fragrante de um dos suspeitos no município de Barracão (PR). Ele teria entrado no Brasil com uma carga de papel de seda.

A investigação teria apontado que o fornecedor argentino recebeu cerca de R$ 2,3 milhões em uma conta mantida no Brasil, em um período de três anos. De acordo com a PF, foram identificados indícios de que o valor seria resultado da venda dos produtos estrangeiros irregularmente trazidos ao país, caracterizado como comércio ilegal.

Duas pessoas seriam encarregadas de fazer as remessas dos produtos para distribuidores de São Paulo - uma de Dionísio Cerqueira e outra de Santa Terezinha de Itaipu (PR). Conforme a polícia, juntas elas teriam recebido cerca de R$ 4,8 milhões durante o mesmo período.

Os investigados podem responder pelos crimes de descaminho, quando não são pagos os devidos impostos pela mercadoria recebida no país, e associação criminosa.

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