Participação da Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra é tema de homenagem
Sessão solene lembrou os 75 anos da vitória dos aliados, comemorada em 2020, e homenageou pracinha residente em São Miguel do Oeste.

25/11/2020 - 14h24

A Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste homenageou nesta terça-feira (24), em sessão solene, os membros da Força Expedicionária Brasileira que combateram na 2ª Guerra Mundial. Os 75 anos da vitória – e, com isso, o fim da 2ª Guerra, são comemorados em 2020.

Uma placa alusiva à data foi entregue ao ex-combatente Lindolfo Guilherme Arend, morador de São Miguel do Oeste, que hoje possui 100 anos. Também foram lembrados na sessão os ex-combatentes Guerino Moceliin e Claudino Schutz, ambos vinculados ao 14º RCMec, que faleceram recentemente.

O proponente da sessão solene, vereador Everaldo Di Berti, disse que como miguel-oestino se orgulha de ter um ex-combatente como o sr. Lindolfo Arend na cidade, e lembrou que o pracinha participa ativamente de eventos no Exército. Di Berti ressaltou que, devido à pandemia, a sessão teve de ser adiada (inicialmente, seria realizada em maio) e foi feita de forma mais modesta. O presidente da Câmara lembrou ainda da importância de homenagear pessoas em vida.

O coronel Carlos Alberto Moutinho Vaz, comandante do 14º RCMec, agradeceu à Câmara e à equipe do Regimento que organizaram essa homenagem. Ressaltou que em razão das restrições impostas pela pandemia, passará o comando do 14º RCMec ao tenente coronel Rodrigo Kluge Villani em uma solenidade fechada ao público, marcada para os próximos dias.

Vaz apresentou um histórico da Força Expedicionária Brasileira. Ressaltou que o objetivo era fazer o evento inicialmente próximo ao dia 8 de maio, quando se comemora a vitória dos aliados na 2ª Guerra Mundial; e próximo do dia 26 de abril, quando Lindolfo Arend completou 100 anos de vida. “Somos um dos poucos municípios do Brasil que tem a honra e o privilégio de ter um herói da FEB como um dos seus ilustres munícipes”, afirmou.  

“Os feitos heroicos da nossa Força Expedicionária Brasileira podem ser dimensionados. Temos a gratidão do povo italiano que foi libertado da tirania pelos nossos pracinhas; o reconhecimento dos comandantes aliados, principalmente as tropas norte-americanas, às quais nossos combatentes foram subordinados durante a campanha da FEB; e até mesmo na descrença dos comandantes das tropas inimigas de que o Brasil estivesse à altura desse desafio”, acrescentou o comandante do 14º Regimento de Cavalaria Mecanizado.

Por fim, Carlos Alberto Moutinho Vaz explicou a origem do símbolo da Força Expedicionária Brasileira, que é uma cobra fumando. “Com a situação que vivíamos na década de 1940 no Brasil, houve quem dissesse que seria impossível preparar, treinar, equipar e enviar uma tropa para atravessar o Oceano Atlântico e enfrentar o inverno rigoroso, gelado, lá na Itália; um inimigo com larga experiência em combate, muito bem armado e equipado, tenaz, aguerrido. Chegou-se a comentar – por aqueles que desconheciam a fibra do soldado brasileiro – que seria mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil atravessar o oceano e enviar a sua força expedicionária para a guerra. Mas desde aquela época o Brasil era um país que prezava pela democracia, pela liberdade, pela justiça, e jamais poderia aceitar a injusta agressão que sofreu, principalmente com o afundamento de nossos navios mercantes. Então o que aconteceu? A cobra fumou. A nossa força expedicionária atravessou o Oceano Atlântico, foi lá, combateu, e escreveu na nossa história com sangue, com suor, com lágrimas, esse episódio marcante, e provou assim o valor do soldado brasileiro.”  

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