Serial killer de homossexuais em SC e no PR é preso

31/05/2021 - 11h25

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) capturou o serial killer que assassinou homosexuais nos estados de Paraná e Santa Catarina. José Tiago Correia Soroka foi preso na manhã deste sábado (29), dentro de uma pensão no bairro Capão Raso, em Curitiba.

Os delegados da PCPR Camila Cecconello e Thiago Nóbrega concederão entrevista coletiva às 11h, neste sábado.

Crimes

Soroka é investigado pelas mortes de pelo menos três jovens homossexuais nos dois estados. Um dos crimes vitimou o enfermeiro David Júnior Alves Levisio, 28 anos, ocorrida no dia 27 de abril. Ele foi encontrado amarrado e morto, com sinais de tortura e requintes de crueldade, três dias após o crime, dentro do próprio apartamento na Vila Lindóia, em Curitiba.

O outro crime atribuído ao serial killer foi a morte do estudante de medicina Marco Vinício Bozzana da Fonseca, 25 anos. Ele foi encontrado morto, com o corpo já em decomposição, dentro de seu apartamento na Rua Antônio Pietruza, bairro Portão, em Curitiba. Ele foi encontrado com sinais de sufocamento e, neste dia, investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já começaram a suspeitar que ambos os crimes tivessem ligação.

A maneira de matar era semelhante, em regiões próximas da capital, além de que ambas as vítimas eram da área de saúde e vieram de fora para estudar e trabalhar na capital paranaense. De todas as vítimas, o serial killer levava pertences, o que configurava inicialmente um latrocínio.

As suspeitas de um caso de serial killer começaram a aumentar quando a polícia detectou um outro crime ocorrido em Santa Catarina, no qual o professor universitário Robson Olivino Paim, 36 anos, no dia 16 de abril, foi encontrado morto em sua cama, em casa, na cidade de Abelardo da Luz (SC). Inicialmente, a polícia catarinense pensava que se tratava de um latrocínio (roubo com morte), até que o carro do professor foi encontrado dois dias depois abandonado em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. Como o professor também era homossexual e, como as outras vítimas, foi encontrado morto na cama, iniciou-se a investigação como caso de serial killer.

Ainda no dia 11 de maio, o homem tentou matar mais um homossexual, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Na ocasião, a vítima conseguiu resistir ao ataque, mas teve alguns bens subtraídos. Este sobrevivente foi fundamental para ajudar na ligação e esclarecimento dos crimes

De acordo com as investigações, o suspeito marcava os encontros por aplicativos de relacionamento entre homossexuais. Em um primeiro momento, o indivíduo trocava fotos com as vítimas e posteriormente se deslocava até a residência, ao chegar no local as estrangulava. Após o sufocamento as cobria com cobertas. Imagens de câmeras de segurança captaram a presença de Soroka no prédio em que uma das vítimas morava.

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  • Jornal Regional



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