Trump nega estar em guerra com a Venezuela, fala em “consertar” país e descarta novas eleições

Trump assiste operação de captura de Maduro ao lado de John Ratcliffe, diretor da CIA (Foto: Reprodução)

Trump assiste operação de captura de Maduro ao lado de John Ratcliffe, diretor da CIA (Foto: Reprodução)

06/01/2026 - 10h07

O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira, 5, em entrevista à NBC News, que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela. “Não, não estamos (em guerra)”, disse Trump. “Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem esvazia suas prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos”, afirmou.

 Questionado sobre os rumos políticos após a captura do governante venezuelano Nicolás Maduro, o presidente descartou a possibilidade de a Venezuela passar por uma nova eleição em 30 dias. “Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, disse Trump. “Não, vai levar um tempo. Precisamos... precisamos cuidar para que o país se recupere.”

 Durante os 20 minutos de entrevista, Trump afirmou que os EUA podem subsidiar um esforço das empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura energética do país. Projeto que, segundo ele, levaria menos de 18 meses. “Acho que podemos fazer isso em menos tempo, mas vai custar muito dinheiro”, disse ele. “Uma quantia enorme terá que ser gasta, e as companhias petrolíferas vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou através da receita.”

O presidente ainda destacou o grupo de autoridades americanas - o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance -, que irá supervisionar o envolvimento dos Estados Unidos na Venezuela. “É um grupo que abrange tudo. Eles têm conhecimentos diversos, conhecimentos diferentes”, disse ele. Entretanto, ao ser indagado quem estaria no comando final, ele respondeu: “Eu”.


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