Vítima fatal de acidente na BR-282 era refém de roubo-sequestro
Com 50 anos, Leomar Tadeu da Silva, estava amordaçado e apresentava ferimento no abdômen provocado por facada

Foto: Lucas Lôndero/Peperi

Foto: Lucas Lôndero/Peperi

04/08/2025 - 22h23

No acidente registrado na noite deste domingo (03), na BR-282, próximo ao trecho entre São Miguel do Oeste e Iraceminha, no Extremo Oeste catarinense, uma das vítimas que morreu foi refém de um roubo-sequestro. A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil, Thiago Gomes.

Segundo a Gomes, a Polícia Militar tentou abordar um carro suspeito quando os ocupantes fugiram em alta velocidade. Durante a perseguição, o veículo colidiu frontalmente com outro carro, caiu num barranco e pegou fogo.

No interior do automóvel, foi uma vítima sequestrada, amordaçada e presa nas portas-malas. Resgatada pelos policiais, ela apresentou ferimento no abdômen, possivelmente por faca. Mesmo levada ao hospital, não resistiu.

Dos quatro ocupantes do carro suspeito, três foram retirados com vida, dois homens e um adolescente. Uma mulher apareceu presa nas ferragens e morreu carbonizada. Um dos suspeitos tentou escapar, mas foi contido por moradores e militares. As vítimas do segundo veículo envolvido no acidente também foram socorridas e levadas ao hospital.

A Polícia Civil instaurou inquérito e guardou elogios para confirmar as causas da morte do homem sequestrado e detalhar a participação de cada envolvido. “Foi uma atuação rápida da PM, que conseguiu salvar parte das pessoas e prender os suspeitos”, destacou o delegado.

SAIBA MAIS

Leomar Tadeu da Silva, de 50 anos, é vítima fatal de roubo seguido de sequestro registrado na noite deste domingo, em São Miguel do Oeste. O veículo em que foi abordado por criminosos, que o rendeu e o colocou nas portas-malas. Após uma fuga da PM na BR 282, o automóvel bateu contra outro carro, caiu em um barranco e pegou fogo.

Leomar, que estava no porta-malas, foi socorrido em estado grave, encaminhado ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Natural de São Miguel, Leomar havia retornado à cidade há cerca de cinco anos, depois de um período vivendo em São Paulo. Leomar era casado e residia nas proximidades do Bairro Estrela com a esposa e a sogra. Sua esposa luta contra o câncer e precisa de cuidados constantes.

Durante o dia, Leomar trabalhou no Restaurante Guarani, onde era muito bem quisto por colegas e clientes. À noite, faz trabalho extra em outros restaurantes.

 


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Portal Peperi



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