CALAMIDADE: 'O caos está instalado', afirma coordenador de crise

23/02/2021 - 21h25

A situação é cada vez mais dramática no Hospital Regional Teresinha Gaio Basso, de São Miguel do Oeste. Apesar de ampliar para 23 o número de leitos na UTI exclusiva para pacientes da Covid-19, a Unidade de Tratamento Intensivo continua com lotação máxima. De acordo com o boletim da Assessoria de Comunicação (ASCOM), divulgado ao final da tarde de hoje (23), os 23 leitos estavam ocupados e mais três pacientes aguardavam transferência para a UTI. A enfermaria do hospital estava com nove casos confirmados e um suspeito.

A situação agrava-se ainda mais na medida em que através de exames realizados no decorrer desta terça-feira (23), mais 69 pessoas, sendo 37 homens e 32 mulhres, testaram positivo para o coronavírus. Em São Miguel do Oeste já foram confirmados com a doença um total de 3.202 pessoas. Destas, 2.902 já se recuperaram e outras 277 ainda estão com o vírus ativo. 

Em mensagem enviada à ACISMO, o coordenador geral do Comitê de Crise de São Miguel do Oeste, Dr. Maurício Piacentini, descreveu a gravidade da situação. Segundo ele, o quadro na principal cidade do Extremo Oeste catarinense talvez seja pior do que a de Chapecó. "O Hospital Regional não tem leitos", relata. Se chegasse mais algum paciente, ele corria risco de morte por não ter mais ventiladores, descreveu Piacentini. "O caos está instalado", complementou o coordenador do Comitê. "A situação neste momento é catastrófica", acrescentou. 

Decretos mais rigorosos 

As medidas restritivas adotada pelo governo do Estado e pelos municípios ficaram mais rígidas. A intenção do rigor é combater a pandemia, porque os casos de coronavírus se multiplicam a cada dia que passa, provocando o estrangulamento da cadeia hospitalar. Em algumas cidades a situação fugiu de controle. Não importa se a pessoa tem ou não dinheiro. Se for o caso de precisar de um leito de UTI, não tem nenhum disponível. 

Decretos em Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste restringem a circulação de pessoas em mais uma tentativa de frear o contágio pela Covid-19. Em Chapecó, moradores não podem circular entre 22h e 5h e serviços não essenciais foram fechados. Já o poder público de Xanxerê restringiu a circulação de pessoas entre 23h e 6h.

Mas qualquer ação de combate ao coronavírus somente terá êxito se a população fizer a sua parte. As pessoas precisam se conscientizar, circulando o mínimo possível e adotando todas as medidas sanitárias recomendadas pelas autoridades. 

Chapecó vive o pior momento da pandemia

Segundo o prefeito João Rodrigues (PSD), Chapecó vive "o pior momento da pandemia". Na semana passada ele já havia dito que a cidade está em estágio de "colapso" na saúde. O decreto de Chapecó começou a valer a partir de 0h desta terça (23) e vai até 23h59 de domingo (28). 

Chapecó é a sexta cidade catarinense com mais casos de coronavírus e a décima com mais mortes. De acordo com o boletim desta terça-feira (23), são 22.191 casos confirmados, com 210 óbitos. De acordo com números oficiais também desta terça, Xanxerê tem 6.232 casos confirmados de Covid-19, com 57 mortes. Em São Miguel do Oeste contraíram a doença até hoje 3.202 pessoas, com 23 mortes.

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  • Jornal Regional



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