Chapecó inaugura primeiro sistema de proteção antigranizo urbano da América Latina

Investimento no sistema foi de mais de R$ 972 mil (Fotos: Tiago Meneghini)

Investimento no sistema foi de mais de R$ 972 mil (Fotos: Tiago Meneghini)

02/02/2026 - 22h21

Chapecó se tornou a primeira cidade da América Latina a contar com um sistema de proteção antigranizo em área urbana. O equipamento foi inaugurado nesta segunda-feira (2) e instalado na rua Quilombo, no bairro Efapi, região considerada uma das mais sensíveis do município à ocorrência de temporais. A estrutura vai proteger cerca de 80 hectares, o equivalente a aproximadamente 112 campos de futebol.

O sistema é composto por uma torre com cerca de cinco metros de altura, que chega a oito metros com a estrutura de abafamento sonoro, além de equipamentos capazes de emitir ondas sonoras em direção à estratosfera, a cerca de 15 mil metros de altitude. A tecnologia atua interferindo na formação das pedras de granizo nas nuvens, fazendo com que a precipitação chegue ao solo em forma de chuva ou gelo sem força de impacto.

De acordo com a Prefeitura de Chapecó, o investimento no sistema foi de R$ 972.510,28. O prefeito João Rodrigues destacou que a iniciativa tem caráter preventivo e busca reduzir prejuízos recorrentes causados por chuvas de granizo, especialmente em áreas residenciais. Segundo ele, os danos registrados em temporais anteriores já ultrapassariam o valor aplicado no equipamento.

O diretor de Proteção e Defesa Civil do município, Walter Parizotto, explicou que a escolha pelo sistema sonoro ocorreu após estudos técnicos e visitas a locais onde a tecnologia já é utilizada, como áreas rurais do Rio Grande do Sul, regiões produtoras de maçã em Santa Catarina e países da Europa. Ele ressaltou que o modelo adotado não utiliza iodeto de prata, evitando a geração de resíduos ambientais.

Uma empresa contratada será responsável pelo monitoramento meteorológico 24 horas por dia. O acionamento do sistema ocorrerá de forma remota, cerca de 15 minutos antes da chegada de tempestades com potencial de granizo. A estimativa é de que o equipamento seja acionado entre sete e dez vezes por ano. O ruído emitido é comparável ao disparo de um revólver calibre 22, mas a estrutura instalada reduz o som para níveis dentro do permitido pela legislação.

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