(Foto: Giovanni Silva / Arquivo Pessoal)
O plenário da Câmara
dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8) o parecer do deputado federal
Darci de Matos (PSD) e derrubou as emendas incluídas pelo Senado no PL
2510/2019. A proposta, foi apresentada originalmente pelo deputado Rogério
Peninha (MDB), derruba os efeitos do Código Florestal nas margens de rios em
áreas urbanas e permite que os municípios determinem as próprias regras.
O Senado havia
“suavizado” o projeto aprovado pela Câmara, exigindo que os municípios
respeitassem distância mínima de 15 metros a partir dos cursos d´água para
autorizar novas construções – é metade do mínimo estabelecido pelo Código
Florestal. No entanto, o deputado Darci de Matos considerou que os senadores
desconfiguraram a proposta.
Nesta quarta, após
a aprovação do relatório, ele emitiu nota em que afirmou que a mudança é “uma
grande vitória para o desenvolvimento do país, pois esse projeto vai trazer
regularização de milhões de residências e comércios do Brasil”.
De acordo com o
projeto, a definição dos limites de ocupação deverá levar em conta a posição de
conselhos de meio ambiente e o risco de desastres, como enchentes e
deslizamentos de terra. A proposta aprovada também regulariza imóveis que foram
construídos fora dos parâmetros do Código Florestal.
A mudança nas
regras era defendida por setores como a construção civil e por prefeitos, que
pretendem estabelecer as próprias regras para limites de ocupação. O assunto
ganhou fôlego depois que uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
estabeleceu que as construções em áreas urbanas consolidadas – ou seja, dentro
das cidades – deveriam respeitar o que diz o Código Florestal, e não as leis
locais de parcelamento do solo.
Isso significa que,
pela legislação em vigor, deveria ser respeitada a distância mínima de 30 metros
a partir da margem dos rios - e imóveis construídos dentro desse limite
passaram a ser declarados oficialmente irregulares. A decisão foi tomada em
resposta a uma ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
As novas regras,
que derrubam a exigência de distância mínima, preocupam especialistas, que veem
os municípios mais sujeitos a pressões pela flexibilização de regras e limites.
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