COPA DO MUNDO: Brasil vence o Haiti com show de Vinicius Jr

Com dois gols, Matheus Cunha foi destaque do Brasil (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Com dois gols, Matheus Cunha foi destaque do Brasil (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

20/06/2026 - 13h12

O Haiti era o adversário certo na hora certa. Ideal para o Brasil apagar a má lembrança do jogo inicial contra Marrocos e ganhar confiança para os jogos seguintes. E o Brasil cumpriu a obrigação, com dois gols de Matheus Cunha e outro de Vinícius Jr, todos no primeiro tempo, para garantir um 3 x 0, que poderia até ser maior.

Mas não foi apenas isto. Algumas observações foram feitas e vão servir para mudanças futuras. Uma delas parece ser definitiva. Matheus Santos Carneiro da Cunha parece nome de embaixador, mas é “apenas” Matheus Cunha, o novo titular da seleção. Antes da Copa, ele disse que gostaria de marcar seu nome na história. Pode até conseguir, em caso de um ainda improvável título, pois estará entre os onze, se nada muda.

Sua entrada em lugar de Igor Thiago mudou o time. O Brasil deixou de ter um poste na área rival para ter um meia combativo, habilidoso e com chegada à área adversária. Com ele, o Brasil ganhou mais força e talento no meio.

 

Outras ótimas atuações:

O jogo tinha todo o jeitão de última chance para Paquetá. Verdade ou não, ele a aproveitou muito bem. Foi participativo, desarmou e achou bons lançamentos para dois gols do Brasil. Um jogaço.

Vinícius Júnior foi um grande destaque. Deixou de lado a fantasia de pontinha burro e esteve também em outras áreas do campo. Correu muito, fez gol e deu assistência. Já havia jogado bem contra Marrocos. A seleção, enfim, parece estar contando com o Vinicius Jr do Real Madrid. O técnico, adivinhem, era Carlo Ancelotti.

Vamos destacar também Douglas Santos, abaixo dos outros três, mas com um jogo muito seguro.

O Brasil começou com Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; , Matheus Cunha, Raphinha e Vinícius Jr.

As mudanças em relação ao empate contra Marrocos na estreia foram Danilo por Ibañez e Cunha por Igor Thiago.

A ideia é Matheus Cunha ajudando no meio e associações entre Raphinha e Vinícius Jr. saindo da ponta para o meio.

Aos cinco minutos, o goleiro Placide demorou para repor a bola em jogo e foi punido pela regra nova. Escanteio para o Brasil.

O jogo estava lento. O Brasil não marcava a saída de bola do Haiti, não fazia pressão. Preferia jogar mais recuado, tomar a bola e, então, trocar passes ou fazer lançamemtos.

A tática brasileira começou a dar resultados. Bruno Guimarães lançou Raphinha aos 12 minutos, ele marcou, mas estava impedido. Aos 22, novo lançamento para ele, agora pelo meio, novamente impedido.

O primeiro gol veio em seguida, aos 23 minutos.  Vinícius recebeu na esquerda, puxou para a direita, finalizou e Placide rebateu Um zagueiro tentou rebater, mas a bola tocou na canela de Matheus Cuna e entrou.

O time do Haiti tentou mostrar bom toque de bola. Passes curtos, de um para outro. Até conseguiu, mas a postura veio acompanhada de certa inocência. Aos 35 minutos, Paquetá desarmou um haitiano e tocou para Vinícius, na esquerda. Cruzou para Matheus Cunha fazer mais um.

Em seguida, aos 37 minutos, Raphinha acusou o que deu a impressão de lesão muscular. Teve de sair. O interessante é que Ancelotti optou por Rayan e não por Luiz Henrique. Mais força do que jeito, uma observação para os próximos jogos. Se a lesão for como a do Neymar, talvez ele tenha se despedido da Copa.

Já nos acréscimos, Paquetá deu lindo passe para Vinícius Jr, que tocou de direita na saída de Placide e fez o terceiro.

O Brasil veio com a mesma postura tática no segundo tempo, mas com mais lentidão e um certo desinteresse para  um jogo que estava definindo. Aos 17 minutos, Alisson salvou em cima da linha um traiçoeiro escanteio.

Em seguida, saíram Paquetá para a entrada de Martinelli e Matheus Cunha para a aguardada estreia de Endrick.

O Brasil passou a ter Rayan, Endrick, Vinícius Jr e Martinelli,  Não durou muito, dez minutos depois Danilo Santos substituir Vinícius Jr e Ederson entrou em lugar de Bruno Guimarães..

E nada mudou. O Haiti, dignamente, tentava atacar, perdia bolas e recebia contra-ataques. Houve um gol anulado de Endrick.

Poderia ter sido mais fácil, Danilo poderia ter jogado mais, mas a vitória veio e um novo time começou a aparecer.


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