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2026 promete ser decisivo em diferentes frentes, com escolhas políticas centrais, tensões internacionais, grandes eventos esportivos e uma agenda cultural intensa. No Brasil, as eleições de outubro vão definir os rumos do Executivo e do Legislativo, enquanto, no exterior, disputas eleitorais nos Estados Unidos e em Israel devem influenciar o cenário geopolítico.
No esporte, o calendário será marcado pelos Jogos Olímpicos de Inverno, em Milão, e pela Copa do Mundo, que estreia um novo formato com 48 seleções. Já no entretenimento, o retorno do Rock in Rio, em setembro, consolida 2026 como um ano de grandes eventos e expectativas elevadas. O que esperar deste novo ano?
Eleições nacionais
Daqui a dez meses, em 4 de outubro, eleitores brasileiros
vão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores,
deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno está
previsto para 25 de outubro.
Essa será a décima eleição presidencial desde a
redemocratização. O pleito traz ainda uma mudança institucional relevante: pela
primeira vez, o presidente eleito tomará posse em 5 de janeiro de 2027, e os
governadores, no dia seguinte.
O calendário eleitoral impõe uma série de prazos decisivos
ao longo do ano. Até o início de abril, partidos e federações precisam ter
estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. É também nesse período
que ocupantes de cargos no Executivo — como presidente, governadores e
prefeitos — precisam renunciar aos mandatos caso queiram disputar outras
funções.
O uso da tecnologia no processo eleitoral deve ser cada vez
maior. Na avaliação do cientista político da Universidade de Brasília Murilo
Medeiros, a disseminação de conteúdos falsos produzidos com inteligência
artificial será um desafio adicional para a Justiça Eleitoral e para os
próprios eleitores ao longo da campanha:
'Simular falas, comportamentos e os posicionamentos dos
candidatos pode induzir o eleitor ao erro. E essa saturação informacional no
ambiente digital pode enfraquecer o processo de decisão do eleitor ao escolher
seu candidato nas urnas. Em um país muito polarizado, como o Brasil, esse
ambiente informacional repleto de manipulação pode reforçar bolhas ideológicas,
reduzindo a qualidade do debate público e favorecendo a radicalização'.
Política internacional
No cenário internacional, 2026 será marcado por movimentos
geopolíticos de alto impacto. Um dos focos de atenção está na escalada de
tensões entre Venezuela e Estados Unidos, com o governo de Donald Trump
ampliando a presença militar no Mar do Caribe, próximo à costa venezuelana. A
estratégia é vista por analistas como uma tentativa de pressionar e isolar
ainda mais o regime de Nicolás Maduro.
Conflitos armados em diferentes regiões do mundo seguem no
centro do noticiário. A guerra na Ucrânia entra no quarto ano sem perspectiva
concreta de cessar-fogo.
O calendário eleitoral internacional também será decisivo em
2026. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tenta se manter no
poder em meio a forte pressão doméstica. O eleitorado cobra resultados
concretos do processo de pacificação em curso na Faixa de Gaza, tema que deve
dominar o debate político ao longo do ano.
Na América Latina, além do Brasil, países como Peru e
Colômbia também realizam eleições em 2026. Segundo Uebel, os cenários ainda
estão abertos, com a extrema-direita apostando em pautas conservadoras e
governos atuais tentando viabilizar sucessores. O resultado das urnas pode
manter — ou alterar — o equilíbrio político entre esquerda e direita na região.
Esporte
No esporte, o ano começa com destaque para os Jogos
Olímpicos de Inverno, realizados em fevereiro, em Milão, na Itália, reunindo as
principais potências das modalidades de gelo e neve.
O evento mais aguardado do calendário esportivo, no entanto,
é a Copa do Mundo de Futebol. Em 2026, o torneio estreia um novo formato, com
48 seleções, e será disputado na América do Norte entre os meses de junho e
julho.
As expectativas em torno da seleção brasileira são altas. O
comentarista da CBN Leonardo Dahi analisa os desafios e projeções da equipe
nacional para a disputa:
'Quanto à Copa do Mundo, para além da campanha do Brasil,
evidentemente, que todo mundo quer saber como é que vai ser, depois de um ciclo
todo errado, com vários técnicos, em que o Brasil pouquíssimo jogou bem, ainda
não tem nada como time, a seleção brasileira faltando pouco tempo para a Copa,
a gente vai esperar aí o milagre de ver se o time encaixa na hora H, que é o
que é mais importante, depois de um ciclo em que o Brasil ficou jogando tudo
certinho, estava tudo certo, chegou na Copa, não andou, de repente, nessa que
nada deu certo, o time se encontra na hora que importa, que é a hora da Copa do
Mundo, e sem contar a questão Neymar aí, saber se ele vai conseguir, nesses
seis meses, provar que tem condição de ajudar a seleção ainda ou não'.
Cultura
E qual show você não pode perder em 2026? O ano chega com
uma agenda intensa de apresentações e festivais no Brasil, com eventos que
misturam estilos, públicos e gerações.
O primeiro grande marco do ano é o Lollapalooza Brasil, que
acontece entre os dias 20, 21 e 22 de março, no Autódromo de Interlagos. A
edição deste ano aposta em um line-up dominado por nomes em ascensão no pop
internacional, com destaque para a cantora Sabrina Carpenter.
Ainda no primeiro semestre, o calendário inclui turnês de
peso. O cantor Christian Chávez, integrante do RBD, abre o ano com uma
megaturnê solo de 14 datas, passando por todas as regiões do país. Já a
lendária banda AC/DC tem três apresentações esgotadas no Estádio MorumBIS, em
São Paulo, entre fevereiro e março. Em abril, o Guns N' Roses desembarca no
Brasil para uma extensa turnê por nove cidades.
O pop também marca forte presença. The Weeknd se apresenta
no Rio de Janeiro e em São Paulo entre o fim de abril e o início de maio.
Já no segundo semestre, agosto reserva o retorno da
espanhola Rosalía, com dois shows no Rio de Janeiro. E, em setembro, o país
recebe novamente o Rock in Rio, que acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13.
O festival já confirmou nomes como Elton John, Maroon 5, Demi Lovato, além de
brasileiros como Gilberto Gil e João Gomes.
No cinema, o ano também começa promissor para o Brasil. O
Oscar divulgou as pré-listas de algumas categorias e o filme O Agente Secreto
apareceu entre os pré-selecionados a Melhor Filme Internacional e Melhor
Direção de Elenco. A produção é dirigida por Kleber Mendonça Filho e estrelada
por Wagner Moura, que desponta como um dos nomes fortes da temporada de
premiações.
Outro destaque brasileiro é o documentário Apocalipse nos
Trópicos, de Petra Costa, que entrou na pré-lista de Melhor Documentário,
reforçando a presença do país no circuito internacional.
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