
Ao optar pelo rodízio dos jogadores, Ramírez criou uma clima de indefinição no vestiário colorado
Por Sergio
Wathier
JRTV - São Miguel do Oeste
Na noite de sábado, quase madrugada de domingo, teremos o primeiro Grenal da atual temporada. Como não terá público, o fator local em nada pesará. Repito o que disse dias atrás, ou seja, que o Inter vive melhor momento. Entretanto, vai para o principal clássico do Brasil sem um time titular definido. Ramíres utilizou os últimos jogos para conhecer seus comandados.
Essa estratégia,
com certeza, dificultuará a definição do time que entrará em campo na Arena. As
dúvidas vão do goleiro ao ponta esquerda. Resumindo, o Inter colocará em campo
uma equipe desentrosada. E tomara, para o bem dos colorados, que o técnico espanhol
não repita os erros cometidos pelo Coudet. O esquema de jogo tem que ser
montado em cima do que os jogadores podem entregar. É muito bonito falar em
posse de bola, jogadas verticais e velocidade. Mas na prática nem sempre dá
certo, porque as características dos atletas não correspondem ao que o
treinador pede.
Do meio pra frente o Inter virou uma incógnita. Lindoso não vai jogar mais do que jogava antes. Dourado não é jogador de toque de bola. No comando do ataque, Yuri Alberto está pedindo passagem. Mas Ramírez deixará Guerrero e Thiago Galhardo no banco? Quem jogará pelo lado ofensivo direito: Maurício, Caio Vidal ou Marcos Guilherme?
Na esquerda o técnico tem insistido com Patrick. O meia, entretanto, não se sente a vontade jogando aberto. Limitando sua área de ação, seu rendimento cai bastante e Patrick vira um jogador comum. Acho que Palácios deve assumir a titularidade da ponta esquerda. Vi virtudes no chileno nos poucos minutos que jogou contra o São José. Em síntese, a fartura é grande no Beira Rio. Mas esse clima de indefinição criado por Ramírez, em nada contribui e ainda gera um clima de insegurança no vestiário vermelho.
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